A revista GQ da Espanha deste mês trás uma entrevista exclusiva com Robert Pattinson que foi feita no hotel de Beverly Hills recentemente. Na entrevista ele fala sobre sua nova campanha para a Dior, amadurecimento e fama. Veja à seguir os scans e a tradução na íntegra feita pela nossa equipe.


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O hotel de Beverly Hills é um dos estabelecimentos mais históricos de Hollywood, é um daqueles lugares em que se você tentar, você pode sentir no ambiente todo o glamour da época de ouro do cinema americano. Nele há colunas cor de rosa pálido – que deram a ele o nome ‘The Pink Palace’ – lá dormiram, comeram e beberam estrelas como Marylin Monroe, Carey Grant, Grace Kelley, Lucille Ball e Elizabeth Taylor, entre outros. Até hoje, o The Beverly Hills continua a ser a parada principal para a realeza da indústria e, desde que o melhor lugar para se esconder uma árvore é numa floresta, é o melhor estabelecimento para entrevistar a vítima favorita dos paparazzi de Los Angeles, Robert Pattinson. Vestido com uma calça jeans, blusa e um boné de baseball virado para trás, ele espera por nós em uma suíte. Com uma barba mal feita, ele não brilha quando o sol da Califórnia ilumina seus olhos azuis. Na verdade, Robert parece cada vez menos como um vampiro apaixonante do ensino médio, agora ele se parece mais com um ator maduro que procura de papéis com algum significado. Se você revisar sua filmografia recente, você encontrará filmes menores – como Cosmopolis de David Cronenberg. Sua parceria com a Dior, dirigida por Romain Garvais, representa mais um passo em sua jornada para a vida adulta. Ironicamente, o homem a quem o apelidou de o próximo ‘Jude Law’, após seu papel em Harry Potter está substituindo-o como o rosto do perfume Dior Homme. “Todo mundo é o novo alguém”, brinca Pattinson. “Há provavelmente cerca de três novos eus…” Ele ri.

GQ: Em algumas cenas da campanha você tem algumas cenas picantes com modelo Camille Rowe. Será que ela se sentiu intimidada por estar na cama com Robert Pattinson?
RP: Não, eu acho que não. Ela parecia se sentir assim… Eu acho que não (risos). E se ela se sentiu, é claro que ela não deixou ninguém perceber (risos).

GQ: E isso não te deixa um pouco decepcionado?
RP: Não, não. Se você tem que beijar alguém que você não conhece e a pessoa se mantém distante de você ou se afasta é horrível, é muito constrangedor.

GQ: Em Crepúsculo você precisou de quatro filmes para ter relações sexuais e, na campanha da Dior, você teve 30 segundos… É um avanço rápido.
RP: Sim, isso é (risos).

GQ: Acho que isso quer dizer que agora você não é mais um adolescente. Você disse que está começando a se sentir como um adulto. Por que agora, aos 27 anos?
RP: Eu não sei, eu acho que é a idade. É estranho, você começa a mudar, a infância termina e de repente você sente que a sua aparência física está diferente, você se sente mais pesado. Quando eu vejo as fotos da campanha ou do meu último filme eu me sinto com um olhar muito diferente do qual eu tive em outras coisas que eu fiz, eu sinto que tenho um olhar mais velho, como um adulto, antes eu era tipo: “Oh, Senhor! Você é como uma criança fingindo ser adulto…” Sim, eu acho que é a idade.

GQ: É claro Crepúsculo mudou sua vida. Você pensava que seria algo tão grande?
RP: Não, não em tudo, eu morava em um apartamento minúsculo, quando a estreia veio e eu não sabia se íamos fazer as sequencias. Então o fim de semana de estreia veio e foi como: “Oops, agora vamos ter que fazer as sequencias.”

GQ: Você sonhava em ser uma grande estrela?
RP: Não, não, eu nem sequer pensava em ser ator.

GQ: Qual o preço que você teve que pagar para o sucesso?
RP: É estranho, você não pode ter uma vida normal. Você gasta muito tempo tentando lutar contra isso, mas no final você acaba encontrando uma nova maneira de viver. As pessoas não percebem o quão solitário você é. Em todo o caso, eu me sinto feliz, porque eu não alcancei o sucesso muito jovem então pelo menos eu fui capaz de ter uma vida normal antes.

GQ: Enquanto você filmou Little Ashes, em Barcelona, ​​eu fiquei sabendo que você convidou uma fã para jantar …
RP: Sim, é verdade. Não foi nada demais, foi estranho e entediante.

GQ: Você não acha que ela poderia ser uma psicopata?
RP: Eu posso ser um pouco psicopata também (risos). Ela é a única que deve ter ficado com medo de mim (risos).

GQ: Deixe-me lhe dizer, você se retrata um pouco mal …
RP: Sim, eu estou tentando corrigir isso. Antes eu não gostava de aparecer como se eu tivesse um grande ego, agora eu faço. Agora eu tenho um ego grande (risos). Eu nunca mais vai fingir ser humilde (faz voz de mal).

GQ: Você já se sentiu como se tivesse que pedir desculpas pelo seu sucesso?
RP: Quando você se torna famoso, é tão fácil para as pessoas te odiarem, só porque você é famoso. Então… você tenta bater em você mesmo porque os outros não podem.

Tradução: Ana Paula Oliveira