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Categoria: Entrevistas

Suki Waterhouse e a pequena bebê “Waterhouse-Pattinson”, pois ainda não sabemos o nome dela, são capa de edição da revista britânica VOGUE, deste mês. Na entrevista, Suki deu vários detalhes como ela e Robert se conheceram, como foi quando eles descobiram que seriam pais, e como está sendo viver a maternidade. Traduzimos alguns trechos relevantes da entrevista para postar aqui para vocês. Acompanhe à seguir.

“Eu não voltaria atrás em nada”: Suki Waterhouse em sua viagem a Londres e diz ter encontrado o “amor mais puro” com Robert Pattinson. Para a adorada garota britânica Suki Waterhouse, sua jornada na música, na maternidade e o homem dos seus sonhos nem sempre foi tranquila. Ela conta a Olivia Marks sobre os sucessos, as decepções e como ela aprendeu a seguir seu próprio caminho.

Suki Waterhouse tinha chegado no estágio final da gravidez, ela: “não conseguia viajar, não conseguia sair de casa, mal conseguia andar”, foi quando quando ela decidiu mover seu estúdio de gravação improvisado para sua casa em Los Angeles. Ela e seu parceiro, o ator Robert Pattinson, estavam a todo vapor montando o “ninho” deles: ela fez uma “limpeza completa” de seu “cômodo de tranqueiras” – que tinha muitas roupas fora de moda e sabe Deus o que mais – para transformá-lo no quarto do bebê; Rob estava “fazendo coisas que nunca fez antes”, diz Waterhouse, 32 anos, “como dirigir até o shopping center The Groove às 18h de um sábado à noite, para comparar panelas na loja Williams Sonoma”.

“Aquela sensação de peixe fora d’água” foi algo que ela reconheceu em Pattinson quando eles se conheceram – no encontro fofo para acabar com todos os encontros fofos – seis anos atrás, em uma noite de jogos em Los Angeles “uma das coisas que as pessoas fazem aqui para se divertir”, ela explica quando eu olho para ela sem expressão. “Eu tinha certeza de que o conhecia há muito tempo, mas ele não achava que não”, diz ela, de uma forma que sugere que esse desacordo específico permanece sem solução enquanto ela se acomoda em seu assento no salão de chá. O jogo daquela noite? Werewolf (algo como em detetive, vítima e assassino). “Foi muito, muito intenso”, diz ela, com as sobrancelhas levantadas. “Havia muitos personagens ‘grandes’, verdadeiros pesos pesados.” Como? Ela faz uma pausa. “Al Pacino estava lá. Javier e Penelope estavam lá… e, você sabe, todo mundo estava realmente atuando.”

Os dois fizeram uma linha direta um para o outro – “Acho que nós dois temos o mesmo leve desconforto” – e rapidamente “começaram a rir do absurdo da coisa toda”. Eles interromperam tanto que “foram repreendidos. Teve um diretor que nos separou porque estávamos rindo demais.”

Embora os números de celulares não tenham sido trocados e tenham se passado “seis ou sete meses” até eles se esbarrarem novamente, naquela noite “havia surgido alguma coisa…” Huh, ela pensou: “Eu acho que Rob é muito engraçado, eu me divirto quando estou perto dele. Morar em Los Angeles definitivamente ficou muito mais divertido quando o conheci”. Diz ela.

E agora, aqui estão eles, uma família. Eu me pergunto, descobrir que ela estava grávida quando a música estava começando a tomar forma foi uma bomba? “Não, nós realmente planejamos isso”, ela diz docemente, abrindo um enorme sorriso de orelha a orelha. “Um dia nos entreolhamos e dissemos: ‘Bem, isso é o mais pronto que estaremos’.” E, além disso, Waterhouse adora manter as coisas interessantes: “Eu estava tipo, ‘O que pode causar mais caos? ‘”, ela diz, rindo.

Deixando o ninho de lado, não houve nenhuma preparação, nenhuma aula pré-natal, apenas uma tonelada de livros sobre bebês que ela não conseguia ficar acordada o suficiente para ler “Eu realmente não tinha noção de que havia um bebê dentro de mim”, ela diz. “Tipo, eu sabia que era esse o caso, mas eu estava tipo, ‘O que isso quer dizer? Isso é loucura.'”. Ela abordou a gravidez e a maternidade da maneira que faz com a maioria das coisas na vida; simplesmente deixou acontecer. “E toda essa calma foi transferida para o bebê – ela é muito boazinha.”

Literalmente, a única coisa que Waterhouse fez antes foi descobrir o sexo. “Eu queria não ter que descobrir”, ela diz, “mas eu precisava me preparar mentalmente”. No instante em que ela descobriu que estava gerando uma menina, ela ligou para sua mãe em lágrimas. “Eu fiquei tipo, ‘Meu Deus, eu vou ter que passar pelo que você passou comigo?'” O que aconteceu? “Eu era uma vadiazinha”, ela diz, encolhendo-se. “Minha mãe geralmente adora contar minhas histórias terríveis de adolescência, mas ela ficava tipo, ‘Não, não, você foi ótima. Você foi incrível, você foi ótima.” Waterhouse tem uma admiração totalmente nova por sua mãe agora, e liga para ela constantemente para dizer: “Você é incrível e eu não sei como você teve quatro filhos em menos de oito anos.”

“Chocante” é a única palavra que ela usaria para descrever a maternidade. “Chocante em todos os sentidos.” Ela está rindo, mas detecto uma nota de descrença angustiada — uma que reconheço de outras novas mães, inclusive eu mesma. Ela me olha fixamente nos olhos enquanto se lembra de sua percepção de que um bebê precisa ser amamentado “a cada duas horas . Fiquei alarmada no hospital quando eles continuaram me acordando. Eu estava tipo, ‘Com licença? É assim que é mesmo?’”

O que a ajudou durante o parto foi uma playlist de rap e Pattinson. “Ele estava lá comigo e, como todos os pais, estava muito nervoso”, lembra ela, “mas para alguém que é uma pessoa bastante ansiosa, ele estava se mantendo muito calmo”. Ele é “o pai que eu poderia ter esperado” diz ela. Seus olhos ficam arregalados e brilhantes. “Quero dizer, um pai e sua filha? É uma verdadeira história de amor.”

Eu me pergunto, já que Waterhouse canta tanto sobre coração partido, como Pattinson se sente em relação a algumas de suas músicas. Ela me contou que seu ex Miles Kane mandou uma mensagem para ela dizendo: “Essa nova música ‘My Fun’ é da hora”, quando pergunto se algum ex-namorado entrou em contato. Pattinson tem “muito humor sobre esse tipo de coisa”, diz ela. “Ele realmente não dava a mínima. Ele fica tipo, ‘Ninguém é melhor do que eu, então tanto faz.’”

Fica mais difícil escrever músicas agora que ela está apaixonada? “Posso ficar brava pelos meus amigos, e escrever algo sobre eles”, diz ela. E mais: “Rob consegue fazer músicas de fossa. Você pode encontrar coisas para ficar chateada e escrever, ou talvez, por exemplo, como ele mesmo diz que: “Eu deveria fazer uma faixa de EDM (A electronic dance music abreviado EDM) ”, diz ela, com um olhar de lado notável. “Ele sempre teve opiniões muito fortes.”

“Eu tive uma sensação muito clara de estar tipo, ‘Oh, uau, Rob e eu estamos juntos há seis anos e ainda estou completamente apaixonada’”,. “Isso nunca aconteceu comigo antes, é uma loucura.” É uma música sobre conseguir o que ela sempre quis: “Esse amor e ter uma família e ter um mundinho”. É uma música sobre saber que “aconteça o que acontecer, este é o meu sonho”.

Fonte | Tradução: Maria Luísa

Como postado anteriormente aqui no site, Robert Pattinson entrevistou o ator Jordan Firstman recentemente para a Interview Magazine. A entrevista, foi mais um bate papo entre amigos, onde Rob inclusive fez muitas revelações sobre seus medos e como ele se sente sendo parte da indústria cinematográfica, vale a pena ler. Leia na íntegra a matéria postada no site da revista e traduzido com exclusividade pela Equipe do RPBR.

FIRSTMAN: Ei, e aí?
ROBERT PATTINSON: Como você está?

FIRSTMAN: Você ainda está em Londres?
PATTINSON: Sim. Estou tão confuso. Sinto que estou com jet lag, mas não estou. Você está em L.A?

FIRSTMAN: Estou de volta a L.A.
PATTINSON: Essa é a primeira vez que você está promovendo algo no sentido cinematográfico convencional?

FIRSTMAN: Sim. Já fiz imprensa tradicional antes, mas nunca tive que falar sobre o mesmo projeto para 50 meios de comunicação diferentes e ouvir as mesmas perguntas repetidamente. Ninguém te ensina como fazer isso.
PATTINSON: Eu estava pensando nisso esta manhã enquanto fazia minha pesquisa para essa entrevista, no qual era olhar seu Instagram enquanto eu estava no banheiro por cerca de cinco minutos. [Risos]

FIRSTMAN: Esse é o lugar perfeito para ver meu Instagram. Olhando para a merda enquanto você está cagando.
PATTINSON: [Risos] Mas eu percebi nas últimas semanas, que seu entusiasmo e capacidade de promover coisas são muito diferentes, e estou curioso para saber como você se sentiu vindo de trabalhos nas redes sociais, onde está mais inextricavelmente ligado a tentar ganhar viralidade e outras coisas, se o entusiasmo vem disso. Porque você vê tantos atores que ficam sentados lá e literalmente tentam ser o mais chatos possível em uma entrevista, e eu acho que todos os seus trabalhos são realmente divertidos. A quantidade de pessoas que conhecem esse filme pela forma como você o está promovendo é realmente interessante.

FIRSTMAN: É estranho. Eu mesmo fiz um curso intensivo de marketing por causa do Instagram, porque pude ver instantaneamente o que o público respondia e o que não respondia. Mas é estranho quando estou fazendo isso, porque até Mubi fica tipo: “O que você está fazendo? Pare de fazer tanto.” Mas eu penso: “Eu sei como comercializar isso um pouco melhor do que vocês”.
PATTINSON: [Risos] Por favor, pare!

FIRSTMAN: Eu acho que a maneira como estou falando sobre esse filme é pelo menos fazer meus seguidores quererem vê-lo, mas o outro lado da moeda é que eu sei que eles querem ver meu pau e meu corpo nu, e o filme é muito mais do que isso. Espero que eles possam realmente assistir e ver o que estou tentando dizer, porque eles são muito culpados pelos problemas que tenho na minha vida e que estão refletidos no filme, e espero que eles também possam assumir alguma culpa por isso.
PATTINSON: Como porcentagem de público, quantos deles você acha que vão ver especificamente só para ver seu pau?

FIRSTMAN: Rob, não estou dizendo isso para me glorificar, mas as minhas DMs, na maioria das vezes são “Me mostra seu pau”.
PATTINSON: Acho que é todo mundo, não?

FIRSTMAN: Sim, acho que talvez seja verdade.
PATTINSON: Isso realmente não é verdade. [Risos]

FIRSTMAN: Mas o Instagram é um lugar muito sexualizado, e tenho certeza que as atrizes, se olharem para seus DMs, estão cheias de merdas nojentas e pervertidas. Mas acho que porque eu me sexualizo, isso deixa a porta aberta para as pessoas dizerem o que quiserem para mim. Às vezes me sinto desconfortável com isso, mas também tenho que assumir alguma culpa porque deixei a porta aberta para isso.
PATTINSON: Em termos de você interpretar você mesmo, eu sempre achei interessante, porque acho que é impossível. Não acho que as pessoas possam ter percepção suficiente para realmente entender quem são, de qualquer forma. É quase como se eles precisassem ser ultra-esclarecidos para saber. Você acha que há um eu diferente que você está retratando em uma entrevista ou em sua vida, ou o personagem que você interpreta em Rotting in the Sun é uma espécie de eu que você construiu especificamente para o filme?

FIRSTMAN: Não, acho que é um personagem que vem se desenvolvendo durante toda a minha vida. Mas não é isso que é uma personalidade?
PATTINSON: Exatamente, isso estava prestes a sair da minha boca.

FIRSTMAN: Você tem essas experiências em sua vida que moldam quem você é, então você também tem que construir personalidades diferentes para interagir com diferentes tipos de pessoas. A maneira como falo com você é um pouco diferente da maneira como falo com meus amigos gays com quem eu saio.
PATTINSON: Uma coisa interessante em que estive pensando – pelo menos eu acho que é interessante – é que quando você está assistindo ao filme, há um cinismo que é empurrado para o primeiro plano, sobre as redes sociais e sobre as pessoas nas artes, mas isso tem esse estranho efeito inverso de sentir muito carinho depois. Você acaba gostando muito de todos. Essa foi minha primeira impressão.

FIRSTMAN: Acho que você está mais bem ajustado do que provavelmente parte do público. Eu acho que é uma coisa gay também. Os gays não saem do filme com um sentimento caloroso. Eles se sentem tristes e atacados.
PATTINSON: Sério?

FIRSTMAN: Sim.
PATTINSON: Essa era a outra pergunta que eu ia fazer. Você acha que este é um filme gay?

FIRSTMAN: Sebastian odeia que as pessoas estão chamando de filme gay, não é. Quando as pessoas me perguntam sobre o que é o filme, eu digo que é sobre esse período de tempo especifico, e esse período de tempo tem muitas contradições, muita confusão e dor. E Sebastian é um homem gay, então ele está escrevendo sobre sua experiência na sua própria vida, e um lado disso é gay, mas o outro lado é o suicídio, e essa doméstica que ele tem – interpretada por Catalina Saavedra, que, aliás, merece um Oscar –
PATTINSON: Ela realmente merece.
FIRSTMAN: —esta vida artística que parece tão autoindulgente. Então, eu diria que o filme trata de seis a oito coisas, e gay é uma delas. Mas os gays estão realmente se relacionando com isso também porque tem tido muita representação de artistas suicidas e deprimidos no cinema, mas não tem tido muita representação gay dessa forma que pareça muito fiel à cultura de agora. É por isso que está atingindo de forma diferente. Então não, eu não chamaria isso de filme gay, mas chamaria de filme que captura a experiência gay moderna, além de muitas outras coisas.

PATTINSON: Você acha que é um filme perigoso? Eu realmente não sei como colocar isso. É controverso em alguns aspectos, mas, ao mesmo tempo, quando o vi, meu primeiro pensamento foi: “Isso parece mainstream para mim”. Quão controverso você acha que é?
FIRSTMAN: Citando Harry Styles, “o filme parece um filme.” É disso que eu gosto e acho que é por isso que as pessoas estão achando isso um pouco mais convencional. Mas isso realmente depende para quem você mostra, porque somos pessoas que estamos na cultura e você tem o controle de cada subcultura ainda menor, o que é algo que as pessoas podem não saber sobre você. Ao conhecê-lo um pouco, suas referências são de uma pessoa de 25 anos, muito bem informada.

PATTINSON: Quando estávamos fazendo as exibições dos formadores de opinião, convidamos especificamente pessoas de todos os lugares, e todos pareciam ter a mesma reação. Ninguém parecia sair da exibição dizendo: “Estou muito chateado com isso”. Você pensaria que seria mais chocante para alguém que está entrando no cinema, sem esperar ver nada do que está prestes a ver. Não entendo muito bem como você conseguiu equilibrar esse tom tão bem.
FIRSTMAN: As pessoas ficam chocadas com o quão nada disso é chocante. Eles estão confusos com eles mesmos. Eles ficam tipo, “Espera, acabei de ver todos esses paus e vi um ator chupando um pau tatuado e não senti nada”. Acho que normaliza o sexo, mas também normaliza as micro-observações sobre assuntos muito perigosos. Mesmo a personagem de Catalina não sendo uma pessoa brilhante, isso é a coisa mais controversa do filme para mim. Acho que qualquer outro filme seria como “Essa pobre empregada mexicana. Ela é apenas uma vítima. Ela não fez nada de errado. Somente a sociedade tem sido ruim para ela.” E é verdade. Todas as probabilidades estão contra ela, e ela realmente não tem chance neste mundo, mas também constantemente comete erro após erro e não consegue descobrir nada.

PATTINSON: Você não sente que está sendo manipulado pelos cineastas, e isso parece extremamente honesto. Ok, espera. Onde estão minhas anotações? Minhas perguntas são tão chatas porque eu já sei as respostas. Eu estava dizendo: “Como você mantém sua energia em um nível tão alto?” mas é tipo, eu sei o que você vai dizer. [Risos] Eu ia dizer: “De onde você tirou sua confiança corporal?” Mas então acho que isso é um pouco ofensivo.
FIRSTMAN: [Risos] Não, estou interessado em saber como isso soa para você. No último dia do meu primeiro trabalho como redator de TV, um dos redatores principais disse: “Jordan, devo lhe dizer, nunca conheci alguém tão confiante e tão inseguro ao mesmo tempo, e ensinei na UCB por oito anos.” Isso me matou. Minha mãe estava visitando no dia seguinte, eu contei a ela e comecei a chorar. Acho que sou bastante aberto sobre minhas inseguranças, mas para o público, talvez isso seja visto como confiança ou arrogância. Mas a questão do corpo definitivamente vem tanto de insegurança quanto de confiança, porque sinto que preciso provar que estou confiante em meu corpo, então mostro isso.

PATTINSON: Novamente, é o tom do filme todo. Não parece que você está tentando fazer o público pensar uma determinada coisa, simplesmente é assim que as coisas são. Isso é interessante. Qual é a diferença para você entre ser aberto sexualmente e ser viciado em sexo? Onde está a linha para você?
FIRSTMAN: Oh meu Deus, uau. Acho que a linha é como você se sente. Você sabe o segundo em que se sente bem com alguma coisa e o segundo em que se sente mal com alguma coisa. Eu sigo essa linha com muitos outros homens gays. Às vezes estou em uma festa e estou cercado por pessoas transando, e penso: “Isso é uma utopia. Isso é ser homem. Isto é o que os gregos estavam fazendo. Isso é fabuloso.” E então, às vezes, você vai embora de uma experiência sexual e se sente tão profundamente depravado e tão nojento consigo mesmo. Acho que essa é a experiência gay, navegar no sexo. Estamos indo contra essas estruturas heteronormativas, mas como não existe nenhum sistema que nos tenha ensinado como viver de outra maneira, temos que encontrar isso por conta própria, e isso vem com muitas tentativas e erros. E na experiência gay, muitos erros. Eu diria 80% de erro e 20% de tentativa. Eu olho ao redor da comunidade gay agora, e acho que isso está representado no filme, mas vejo muita escuridão, muita dissociação, muito uso de sexo e drogas como meio de lidar com a situação.

PATTINSON: Você acha que isso mudou recentemente?
FIRSTMAN: Notei uma diferença desde a pandemia. Às vezes eu brinco que você tira o sexo dos gays por um mês durante a quarentena, e eles vão compensar nos próximos seis anos. Mas acho que os gays lidam com isso de maneiras diferentes das outras pessoas. Além disso, as drogas se tornaram muito mais modernas do que antes. Nos meus primeiros anos festejando em Los Angeles, havia cocaína por aí, você usava um pouco de molly, mas era como se você fosse festejar e depois fizesse uma pequena pausa para as drogas. E agora eu olho em volta e é como se você usasse drogas e fizesse uma pequena pausa para a festa. Não estou entusiasmado com isso e não gosto de partes de mim onde me vejo ficando preso nesses ciclos, mas espero que seja uma fase. Isso também está começando a ser falado dentro da comunidade, então esperamos que possamos nos unir e resolver essa situação.

PATTINSON: A maneira como você fala sobre sua vida sempre parece tão selvagem, e então você é incrivelmente profissional. Você realmente parece muito, muito sensato o tempo todo. Não posso confundir as duas impressões. É muito estranho. Mesmo quando fomos à exibição em Londres, eu pensei: “Todo mundo está tão calmo, sentado em silêncio total”. Eu esperava que fosse absolutamente louco. [Risos]
FIRSTMAN: Sim, durante a exibição, estou tomando doses de G para me preparar para fazer minhas perguntas e respostas, mas consigo realmente permanecer bastante lúcido. É meu presente ou minha maldição.

ROBERT PATTINSON: E sempre parecendo saudável. É bizarro. [Risos]
FIRSTMAN: Vamos rezar para que continue assim. Quero falar sobre algo que você disse. Foi no seu aniversário e você disse: “Jordan, você é tão talentoso, mas não tenho ideia de como será sua carreira. Não tenho ideia se há um lugar para você na sociedade.”

PATTINSON: [Risos] Eu não disse isso!
FIRSTMAN: Sim, você disse.

PATTINSON: [Risos] Isso é horrível! Essa seria uma das minhas perguntas!
FIRSTMAN: “Onde diabos é o seu lugar na sociedade?”

PATTINSON: Quero dizer, é assim que eu vejo tudo. Estou constantemente pensando que vamos passar a maior parte da nossa vida desempregado e desesperado e se sentindo um fracasso total. Acho que é isso que a vida é. [Risos]
FIRSTMAN: Se Robert Pattinson está dizendo isso, não há esperança para ninguém nunca estar satisfeito.

PATTINSON: Eu acho que é apenas parte disso.
FIRSTMAN: Mas acho que a maioria das pessoas está silenciosamente conformadas com suas vidas. Existe um tipo específico de doença que as pessoas do show business têm, essa síndrome do nunca ser suficiente. Mas não acho que sejam todos no mundo. Há algumas pessoas que estão contentes.

PATTINSON: Eu não sei, eu sinto que você está especificamente no máximo na maior parte do tempo em que está fazendo um trabalho e está empregado por três meses. Essa é a coisa mais estressante do mundo.
FIRSTMAN: Você tinha outra pergunta muito boa. Eu pude ver em seus olhos.

PATTINSON: Oh Deus. É irritante porque continuo tentando fazer perguntas sobre redes sociais, mas literalmente nem sei o que perguntar porque não tenho nenhum compromisso com isso, então não consigo imaginar o processo de você fazer essas coisas. Eu acho que isso choca de você como um ovo. Você acha que está abordando fazer um filme de maneira diferente de como faz um esboço nas redes sociais? Não consigo imaginar que seja tão diferente.
FIRSTMAN: Acho que é um pouco a mesma coisa, mas tenho uma coisa em que, quando supero alguma coisa, a energia não me deixa mais fazer isso. Não consigo gravar um vídeo porque simplesmente não me importo. Então, se minha convicção não estiver lá, isso fica evidente. Eu olho para o filme e penso, eu quero me sair bem e estou tão interessado nisso, então vou com força total. Foi assim que me senti com os vídeos naquele primeiro ano. E eu olho para esses vídeos, mesmo aqueles que não considero mais engraçados, e penso: “Caramba, eu estava comprometido”. E não estou mais comprometido com eles. Às vezes ainda tenho ideias muito engraçadas para os vídeos, vou gravar e penso: “Simplesmente não estou lá. Eu não posso fazer isso.” Você já teve que fazer um projeto no qual não gostava nem um pouco?

PATTINSON: Na verdade não. Tenho um medo muito profundo de humilhação. E também, você meio que sabe que depende de você. Você pode dizer que é um roteiro de merda ou que o diretor é um idiota ou blá, blá, blá, mas no final das contas, ninguém vai se importar com os motivos. Você é aquele que todo mundo vai dizer que é ruim. E a grande maioria das pessoas dirá que você é ruim, mesmo quando deu o seu melhor.
FIRSTMAN: Sim. Mesmo quando você é incrível nisso.

PATTINSON: Sim. Você se importa mais ou menos em ser relevante fazendo um filme ou fazendo coisas no Instagram?
FIRSTMAN: Aprendi muito sobre ser relevante na internet. Fiz uma lista de prós e contras no final do ano, e uma das minhas saídas foi ser consistentemente relevante. Eu acho que você pode ter um momento de relevância a cada dois anos, e essa é a melhor maneira de fazer isso. As pessoas que são relevantes o tempo todo, não é o jeito de viver. Você vai se esgotar e morrer cedo. A pandemia foi minha primeira experiência de relevância e é uma droga muito viciante. Já tomei quase todas as drogas e nada bate como quanto a relevância. Mas quando vai embora, a abstinência é uma loucura. Acho que é aprender a aproveitar esses momentos intermediários e não enlouquecer. É mais fácil falar do que fazer, e ainda me sinto muito desconfortável. No último ano e meio, sinto que estive em baixa com a relevância e tem sido um desafio.

PATTINSON: É sempre difícil saber como não saturar tudo, ou quanto tempo esperar. E então, às vezes, se você esperar muito tempo e então tentar causar um grande impacto, se não funcionar, você estará em uma situação muito, muito perigosa depois.
FIRSTMAN: Adoro como você está preparado. São muitas perguntas e são muito boas. Você é melhor do que a maioria dos jornalistas com quem conversei.

PATTINSON: Na verdade, de repente tenho muito respeito pelos jornalistas. Eu literalmente não sei como fazer isso. Tenho mais alguma? Estou ficando sem. Merda.
FIRSTMAN: Eu me sinto bem. Você se sente bem?

PATTINSON: Na verdade, eu escrevi muitas anotações, e quando olho para elas penso, “O que você está tentando dizer?” Estou olhando para um deles agora, não é nem uma pergunta. É apenas um longo e complicado fluxo de consciência, que nem eu entendo o que estou tentando dizer.
FIRSTMAN: Mas tenho certeza de que é inteligente.

PATTINSON: Em algum lugar bem no fundo dos recessos. Mas sim, estou tão feliz que as pessoas estejam se conectando ao filme.
FIRSTMAN: Estou tão feliz que você faz parte disso. É tão aleatório, mas também faz todo o sentido.

Fonte | Tradução: MaLu

Robert Pattinson teve o seu dia de entrevistador para a revista Interview, onde conversou com o comediante Jordan Firstman. Durante a entrevista, eles falaram se já tiveram algum projeto que simplesmente “não gostavam”. Em resposta, Pattinson disse: “Na verdade não”, mas explicou que ele realmente tem medo de não ser capaz de se comprometer totalmente com um papel e dar tudo de si, que é algo que ele tem que pensado bastante antes de decidir desempenhar um papel.

“Tenho um medo muito profundo de humilhação”, disse ele. “E também, você meio que sabe que depende de você. Você pode dizer que é um roteiro de merda ou que o diretor é um idiota ou blá, blá, blá, mas no final das contas, ninguém vai se importar com os motivos. Você é aquele que todo mundo vai dizer que é o fracassado. E a grande maioria das pessoas dirá que você é uma vergonha, mesmo quando deu o seu melhor.”

A estrela de Crepúsculo já falou sobre a ansiedade que sente em torno de sua carreira e a pressão para permanecer ativo em Hollywood. Embora adore fazer filmes independentes, ele disse à revista GQ em 2020 que percebeu que queria mais segurança depois de começar o ano sem empregos definidos.

“O problema que descobri foi que, por mais que eu adorasse os filmes independentes que eu estava fazendo, ninguém os via”, disse ele ao canal na época. “E então é uma coisa assustadora, porque não sei até que ponto isso é viável para uma carreira… Não sei quantas pessoas realmente existem na indústria que estão dispostas a apoiá-lo sem qualquer viabilidade comercial.”

Agora, anos depois, a ideia de encontrar o seu lugar em Hollywood, ou na sociedade em geral, ainda está na mente de Pattinson. “Estou constantemente pensando que vou passar a maior parte da minha vida desempregado, desesperado e se sentindo um fracasso total”, disse ele a Firstman. “Acho que a vida é isso.” O ator acrescentou: “É como se você estivesse dando o seu máximo na maior parte do tempo em que está fazendo um trabalho e tem um emprego por apenas três meses. Essa é a coisa mais estressante do mundo.”

Embora Pattinson se sinta assim, ele definitivamente fez seu nome na indústria, desde estrelar projetos independentes como The Lighthouse, Tenet e Damsel, até assumir o papel de Batman no filme de Matt Reeves de 2022.

Fonte | Tradução: Ana Paula

Como noticiamos na semana passada, Robert Pattinson é a nova capa da ES Magazine, trazendo nova entrevista e sessão com fotos inéditas. Traduzimos a entrevista completa e você pode ler a seguir.

Depois de dormir muito pouco, você pode pensar que o ator e ícone geracional que é Robert Pattinson não seria tão comunicativo. Mas não, ele conta a Alexandra Jones sobre ataques de pânico na pista de dança, dietas baseadas apenas em batatas e o medo de fazer uma pausa.

Mesmo com um boné de beisebol puxado para baixo cobrindo seus olhos, pois estava acordado desde as 4 da manhã, (agora são 7 da noite) quando fico cara a cara com Robert Pattinson ele rapidamente me garante que está totalmente bem. O fato de ele ter acordado cedo é porque está no meio das filmagens de um novo filme: um filme que o deixa extremamente entusiasmado.

“É com o diretor de Parasita, Bong Joon-ho, e é diferente de tudo que já fiz antes”, diz ele. “O filme é tão louco, é um estilo de trabalho completamente diferente.” No filme – Mickey 17, baseado em um romance distópico de ficção científica de Edward Ashton: Pattinson interpreta duas versões de si mesmo (ambos clones) que se unem para trabalhar juntos. “É tanta conversa”, diz ele. Ele está hospedado em um pequeno hotel em Bedford perto de um grande hangar do aeroporto onde eles construíram o set. À noite, ele volta para seu quarto, ficando cada vez mais preocupado que possa ser assombrado. “De qualquer forma, só hoje que fui perceber que eu provavelmente não estou vendo fantasmas – deve ser porque eu tenho bebido cerca de 17 xícaras de café por dia.” Então, apenas para confirmar: Robert Pattinson não está ficando louco, ele só está muito, muito cansado.

Por um longo tempo, Pattinson tem sido um dos atores consistentemente interessantes de sua geração. Mais recentemente, ele voltou para o território dos filmes de grande bilheteria, como um Bruce Wayne agradavelmente incomum em O Batman. Durante a década passada ele aperfeiçoou sua técnica em filmes art-house e indie, interpretando frequentemente personagens criminosos, atípicos e desagradáveis para alguns dos diretores mais respeitados do mundo (David Cronenberg e Christopher Nolan entre eles). Pessoalmente meu favorito é Pattinson como o traficante profundamente antipático Connie, no frenético filme dos irmãos Safdie, Bom Comportamento. Você esquece que está assistindo a um homem que já foi considerado o galã adolescente mais bonito do mundo, o que é basicamente a questão. A narrativa por muitos anos tem sido que as escolhas de carreira de Pattinson são uma reação contra o megaestrelato que foi empurrado sobre ele durante seu tempo interpretando Edward Cullen na franquia Twilight.

Mas enfim, ele está aqui como embaixador de fragrâncias da Dior, envolvido no relançamento do Dior Homme Sport e na adição de um creme de barbear à linha mais vendida. Ele trabalha com a marca há 10 felizes anos, tanto que ele me diz que se tornou amigo íntimo de muitas pessoas da empresa. “Eu não estou dizendo isso apenas para ser legal. Tem sido uma das experiências pessoais e de trabalho mais agradáveis ​​que já tive na minha vida.” Em termos de fragrância, ele diz que é ruim em identificar quais são seus cheiros favoritos, “mas – quero dizer, é meio cafona – se você está apaixonado por alguém, o cheiro dela se torna muito particular para você… então sim, algo como “namorada de roupão”. A namorada dele é a modelo e musicista Suki Waterhouse. O casal está junto há vários anos, embora só recentemente tenham se tornado ‘oficiais no tapete vermelho’ e, dado o interesse público em seus relacionamentos anteriores (primeiro com a co-estrela de Crepúsculo, Kristen Stewart, depois com a musicista FKA twigs), talvez não seja de se admirar que eles tenham permanecido fora do radar por tanto tempo.

O que ele mais gosta em trabalhar com a Dior são as oportunidades que a marca oferece-o, diz ele. No último anúncio da fragrância Dior Homme, ele teve a chance de enfrentar um de seus maiores medos: dançar em público. “Achei que tinha quebrado minha maldição quando fiz aquela cena [que envolve Pattinson se remexendo de forma exuberante e descontrolada]. Mas então fui a uma festa algumas semanas depois – pensando que era como o Billy Elliot, e assim que dei um passo na pista de dança tive um dos maiores ataques de pânico da minha vida. Você sabe quando pensa que é aquele cara e, de repente, é brutalmente humilhado? Sim, parecia que meu pai tinha me pego fazendo racha com um carro. Fiquei com frio; Acho que deixei a festa depois disso.” Pattinson falou no passado sobre o fato de que se sente desconfortável em ser o centro das atenções e não gosta de multidões.

Atuar parece uma escolha de carreira estranha para alguém com essas aversões específicas, porém, presumivelmente, ele não esperava que fosse gerar essa luxúria fanática em cerca de metade das adolescentes do mundo. Talvez o momento em que temos uma percepção mais profunda de suas opiniões sobre a fama seja através de Fear & Shame (Medo & Vergonha), o curta de comédia de três minutos que ele escreveu e estrelou, em 2017. Neste, uma celebridade faminta se encontra em um neurótico espiral descendente enquanto corre por Nova York em busca de um cachorro-quente. Ele tenta escapar dos paparazzi e evita ser reconhecido (“Ele é de Teen Wolf”, diz uma garota na rua. “Ela definitivamente está zombando de você”, responde o monólogo interno de Pattinson). Temos uma noção da claustrofobia e paranóia que alguém nessa posição pode experimentar.

O problema é que ele é muito gostoso. Mesmo com o mínimo de sono, Pattinson é bonito o suficiente para fazer você corar (e eu nem era Team Edward naquela época): maxilar pontudo e leonino, ele também é despretensioso, autodepreciativo. Na sessão de fotos para esta edição, ele entrou com tão pouco alarde (segurando uma sacola reutilizável com estampa de cachorro com seu almoço dentro) que a princípio ninguém percebeu que ele havia chegado. Ele se moveu pela sala, apertando a mão de todos, dizendo ‘olá’ para cada membro da equipe. Ele não é exatamente charmoso, daquele jeito polido de LA, ele é muito inglês e inquieto (ele fuma em um vape durante a entrevista – não é um com sabor, ele me diz – ele está tentando parar), mas ele é engraçado. Não é algo que eu esperava, você raramente lê isso sobre ele, mas tudo o que ele diz tem uma inflexão perversamente irônica. Ele tem um olho aguçado para o absurdo (veja novamente: Fear & Shame) e sempre da risada, muitas vezes de si mesmo. Nos dias que antecederam nossa entrevista, me deparei com várias pessoas que o conhecem ou que já o encontraram, todas tinham uma ótima impressão. A escritora de Sucessão Lucy Prebble, por exemplo, elogia ele; eles não são próximos, mas já se encontraram algumas vezes e ele é muito divertido, ela me diz, bom para sair à noite.

Eu não posso te dizer qual é a equação que leva um ator gostoso a ser rotulado como um ‘ator sério’ enquanto outro é descartado como mero ‘colírio para os olhos’, mas Pattinson certamente não é o primeiro a achar frustrante o destino que lhe foi atribuído. No início deste ano, Alexander Skarsgård disse que depois de seu primeiro emprego, ele acabou em uma ‘estúpida ‘lista sexy e gostoso” e então ninguém o levou a sério. No passado, Pattinson falou sobre resistir à pressão de ficar muito malhado para interpretar seus personagens, incluindo Batman. Foi uma piada, ele diz (‘embora eu tenha me encrencado ao dizer que não malho, até mesmo o meu treinador disse: ‘Por que você diria isso?‘), mas a fala certamente sugere seu desconforto em ser visto como um símbolo sexual. Também é, ele aponta, ‘muito embaraçoso quando você entra em um padrão de responder a perguntas sobre seu treino, porque sempre haverá um cara que está em melhor forma do que você‘.

Brincadeira ou não, suas falas trouxeram atenção para a pressão que os homens enfrentam para ter uma determinada aparência, uma pressão que vem sendo filtrada constantemente para meninos cada vez mais jovens. ‘Sim, é uma loucura’, diz ele. “E é muito, muito fácil cair nesse padrão também, mesmo que você esteja apenas acompanhando sua ingestão de calorias, é extraordinariamente viciante – e você não percebe o quão traiçoeiro é até que seja tarde demais.” Pattinson diz que ele nunca lutou com a imagem corporal, ‘mas basicamente tentei todos os modismos que você pode imaginar, tudo exceto consistência. Certa vez, comi apenas batatas por duas semanas, uma desintoxicação. Apenas batatas cozidas e sal rosa do Himalaia. Aparentemente é uma limpeza… você definitivamente perde peso. E eu tentei fazer a dieta cetogênica uma vez. Eu estava tipo, “Oh, existe uma dieta em que você só come tábuas de charcutaria e queijo o tempo todo?” Mas não sabia que você não pode tomar cerveja, isso anula completamente o propósito.” Uma de suas resoluções para 2023 é tentar a consistência – e adotar um cachorro. “Passei tantas horas olhando fotos de cachorros diferentes, literalmente por meses e meses, então, se eu não adotar um, será uma perda de tempo colossal. Quero dizer, eu realmente investi nisso.” Ele me disse que prefere os desleixados e nanicos.

É engraçado que neste próximo filme ele interprete clones de si mesmo porque há nas redes sociais um deepfake (inteligência artificial que gera uma falsificação profunda) de Robert Pattinson. “Eu sei, é assustador”, diz ele. ‘A quantidade de pessoas que me conhecem muito bem e ainda vão ficar tipo, “Por que você está fazendo esses vídeos estranhos de dança no TikTok?” É realmente bizarro. Você acaba percebendo que estamos a dois anos de sermos indistinguíveis da realidade – e o que diabos eu vou fazer como trabalho então?’

Apesar de ter uma agenda tão intensa que beira a psicodelia, ele me diz que ainda se preocupa sobre o próximo trabalho. ‘Existe algo em mim que é muito, muito profundo e faz com que a ideia de tirar férias pareça uma impossibilidade… Eu me pego pensando: “Não, eu tenho que continuar trabalhando, tenho que continuar trabalhando o tempo todo, pode ser minha última oportunidade, tenho que deixar a pausa pra quando for necessária. É genético. Meu pai sempre foi ruim em tirar férias’, continua. ‘Ele sempre adorava, mas eu me lembro, mesmo sendo muito novo, que sempre havia lágrimas na noite anterior – ele dizia: ‘Apenas vá sem mim, apenas vá sem mim.’

Porém, ele me diz assim que terminamos a entrevista, que a sua hora de tirar uma folga chegará. ‘E enquanto isso’, ele sorri, ‘estarei aqui lutando contra o demônio fantasma.’

Fonte | Tradução: Mayara Fortino – Equipe RPBR

A ES Magazine trouxe em sua primeira edição de 2023 o ator Robert Pattinson em sua capa! Com uma nova sessão de fotos e entrevista, o ator fala sobre ataques de pânico na pista de dança, dietas só de batata e medo de tirar uma folga. Além disso, o ator também mencionou um assunto recorrente nas redes sociais: suas deep fakes.

“É assustador. A quantidade de pessoas que me conhecem muito bem e ainda fica tipo, ‘Por que você está fazendo esses vídeos estranhos de dança no TikTok?’. É realmente bizarro. Você percebe que estamos a dois anos de ser indistinguível da realidade – e o que diabos vou fazer como trabalho então?”.

Confira a capa na galeria, em breve atualizaremos com mais imagens da revista.
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Nossa galeria  foi atualizada com fotos novas  (algumas antigas)  que nos abençoaram com a beleza de Robert Pattinson essa semana! CONFIRA:

Nova/Antiga imagem do Robert para ESQUIRE 2014:


Para conferir todas as fotos clique aqui!

Antigas imagens do SUNDAY TIMES 2019 são divulgadas pela primeira vez, ainda com a tag:


O photoshoot para a Wonderland Magazine ataca novamente com essa imagem incrível do Robert com Zöe Kravitz:


Para conferir todas as fotos clique aqui!

Por fim, na última quinta-feira (23/06), Robert esteve na inauguração de uma exposição na CARPENTERS WORKSHOP GALLERY EM WEST HOLLYWOOD


Jamie Dornan, mais conhecido por dar vida a Christian Grey em “Cinquenta tons de cinza”, compareceu ao Critics Awards no último fim de semana, e falou sobre Robert Pattinson. Para quem não sabe, os dois dividiram a mesma casa no início de suas carreiras.

A dupla morou com os atores Charlie Cox, Eddie Redmayne e Andrew Garfield no início de suas carreiras e Robert disse recentemente a ET que seus colegas de quarto muitas vezes não o chamavam para sair, e quando o chamavam era “por pena”.

Jamie reagiu aos comentários de Robert durante uma entrevista com ET no Critics Choice Awards de 2022 . “Convidado por pena? Não. Na verdade ele fez sucesso bem antes de nós, então nós pensamos, ‘Ele realmente se encaixa com a gente?’ Porque nós não estávamos trabalhando e ele estava trabalhando o tempo todo”, disse Jamie ao canal. “Ele fez Crepúsculo e de repente estava em uma estratosfera totalmente diferente da nossa.”

Ele continuou: “Nós meio que não o alcançamos, e logo todos nós começamos a conseguir trabalhos mais consistentes, mas sim, Jesus, nos conhecemos há muito tempo”.

Em uma outra entrevista, Jamie brincou que Robert era convidado para os eventos porque ele era o membro “bonito” do grupo. “Nós nunca o deixávamos em casa, por que você o deixaria em casa? Ele era bonito”, disse ele ao Access Hollywood . “Ele estava sempre conosco, e isso chamava a atenção. Ele sempre foi muito bem sucedido, desde o início.”

Via | Tradução: Ana Paula

Robert Pattinson estampa a capa de revista Deadline alemã deste mês como “The Batman”, e a publicação nos trás uma nova entrevista do ator e da atriz Zöe Kravitz que dá vida a mulher gato no filme. Veja abaixo a tradução da entrevista e os scans da revista em nossa galeria de fotos.


x Scans > Internacionais > 2022 > Deadline

Batman e Mulher-Gato têm uma relação muito especial nos quadrinhos, que atualmente também inclui um casamento. O que veremos em THE BATMAN: o início de uma amizade, um romance ou um grande problema?
Kravitz: “Problemas, muitos problemas (risos). Ambos os personagens se aproximam, se conhecem e tentam entender um ao outro. O destino os une, por assim dizer, porque ambos precisam um do outro, mas sem saber onde isso vai acabar.”
Pattinson: “Todo mundo tem que lutar com sua própria dor, especialmente Bruce Wayne, que é particularmente vulnerável a esse respeito. Existem muitas situações em que ambos os personagens estão muito vulneráveis.”

Qual é a sua opinião sobre os filmes anteriores do Batman?
Pattinson: “A franquia Batman é provavelmente a única que eu vi todos os filmes no cinema. Acho até que sempre fui ao cinema no fim de semana de estreia. Especialmente quando criança, eu era um grande fã do Batman, eu adorava os filmes. Assim, quando soube que o filme seria feito, eu realmente queria atuar em The Batman. Foi esse meu desejo que me levou até lá. Quando eu estava no set, fiquei surpreso por não ficar nervoso. Tudo parecia tão certo, filmar o filme foi como voltar para casa para mim.”
Kravitz: “Nunca fui uma grande fã de quadrinhos, mas sempre consegui tirar algo dos filmes do Batman. Provavelmente também tem algo a ver com o Batman ser algum tipo de aberração. Eu mesmo já me senti uma aberração no passado e provavelmente é por isso que consegui construir uma conexão com o personagem.”

Como foi filmar o filme durante a pandemia de Covid-19?
Pattinson: “Foi uma experiência muito intensa. Não tínhamos permissão para sair do set durante os intervalos ou dias de folga. Nossas vidas aconteciam no hotel ou no próprio set.”
Kravitz: “Isso mesmo, nós vivíamos em nossa própria realidade naquela época. Fomos capazes de nos perder completamente em nossos papéis porque não havia mais nada por meses.”

Foi difícil para vocês se acostumarem com os figurinos?
Kravitz: “Para mim, os figurinos são sempre uma parte importante do meu papel, pois me ajudam a entrar no personagem. Eles garantem com que eu me mova de maneira completamente diferente, até mesmo fale de maneira diferente do que faço na vida cotidiana. Ao mesmo tempo, minha fantasia também era um desafio, porque era tão apertada no meu corpo que eu sempre precisava de ajuda para tirá-la. Por exemplo, eu sempre precisei de um ajudante para ir ao banheiro (risos).”
Pattinson: “Foi o mesmo para mim (risos). O traje do Batman exigia muito de mim. Você tem que acreditar na fantasia quando a vestir, caso contrário você vai parecer – e se comportar – como um idiota. No entanto, o traje também não deixa dúvidas sobre o papel, o que te deixa ainda mais no papel de Batman. Eu não interpretei o Batman, eu me senti como o Batman.”
Kravitz: “Você era o Batman quando eu te vi no set fantasiado, esqueci completamente quem estava por trás da máscara. Eu só vi o Batman e isso foi tão legal!”

Fonte dos scans | Tradução: Ana Paula Oliveira