Vanity Fair: Robert Pattinson tem um conselho para crianças estrelas malcriadas

Em entrevista a Vanity Fair para divulgar ‘Maps to The Stars’ e ‘The Rover’, seus mais recentes filmes que em breve estarão nos cinemas, Robert Pattinson brincou ao dizer que tinha um conselho para as jovens estrelas de hollywood e seu mau comportamento dizendo “vão para terapia, agora”. Leia mais na entrevista, onde o ator também faz referencia a série de sucesso Breaking Bad e ao astro Justin Bieber.

Robert Pattinson sabe uma coisa ou duas sobre o preço da fama, então vale a pena escutar quando ele diz que se preocupa com as estrelas infantis que conhece em Hollywood. Quando você vê essas crianças assim, só há um caminho: você quer entrar em terapia agora ou se tornar um serial killer, ou se matar. Quero dizer, você pode ver isso no começo—é aterrorizante.

Há uma criança no centro de Maps to the Stars, um dos dois filmes de Pattinson estreando neste ano no Cannes Film Festival. Evan Bird, que você deve reconhecer de The Killing, interpreta Benjie, uma estrela de TV viciado e cheio de títulos com 13 anos de idade, e Pattinson interpreta um motorista procurando por uma estreia no show business. Dirigido por David Cronenberg, que previamente colaborou com Pattinson em Cosmópolis (2012), o filme é uma sátira selvagem de Hollywood que também estrela Julianne Moore como uma histérica atris de meia-idade, John Cusack como um treinador de vida diabólica, e Mia Wasikowska como um anjo vingador que deforma sortes.

Pattinson tem um papel mais carnudo no filme de estrada pós-apocalíptico de David Michôd, The Rover, retratando um bandido não muito brilhante que cai sob o feitiço de Guy Pearce. Enquanto os dois fazem seu caminho através do interior australiano, a personagem de Pattinson se torna mais confiante, e mais mortal, a cada minuto.

VF.com falou com Pattinson em Cannes, e perguntou sobre como ele se preparou para os papéis, o que ele acha mais ridículo sobre Hollywood, e como ele lidou com estrelato repentino a tenra idade de 21 anos.

David Michôd tem conversado muito sobre a história de fundo de The Rover, que é situado em “10 anos após o colapso”. O quanto ele te contou sobre seu personagem?
Bem, não muito. Eu continuei questionando este aspecto. ‘O que é este colapso econômico? Eu quero saber detalhes sobre isso.’ Então eu percebi que realmente não faria diferença alguma ao meu personagem.

O personagem de Guy Pearce se refere a você como um “imbecil”. Você o interpretou como alguém com uma deficiência verdadeira, ou somente alguém que não foi bem educado?
Eu estava pensando que ele é quase como alguém que disseram que há algo errado com ele e, na verdade, não há, mas lhe disseram isso tantas vezes que ele simplesmente aceita isso.

Ele me lembra um pouco de Jesse Pinkman de Breaking Bad.
Sim, eu acho que há uma trajetória parecida. Mas mesmo que ele se prove em situações obscuras, ele nunca realmente quis fazer aquilo em primeiro lugar e isso meio que o quebra.

E aquelas manchas marrons em seus dentes? Foi um processo diário?
Sim, quero dizer, inicialmente era [para ser assim], eles não tem flúor na água então os dentes de todos estavam estragados, mas depois eu acabei sendo o único com dentes realmente estragados. Eu deixei esse elemento que, ele era apenas uma daquelas crianças que não escovava os dentes. Eu penso que isso é de uma pessoa muito distinta, e eu conhecia muitas delas na escola – crianças que tinham dentes marrons aos 11 anos e eram sempre, tipo, muito estranhas.

Você é um cara que vive como se fosse o fim do mundo? Você pensa que o fim está próximo a menos que façamos uma mudança de hábitos?
Hm, não, na verdade. Provavelmente porque sou simplesmente bastante ignorante e tenho uma boa vida. Eu acho que tudo é bastante cíclico. Definitivamente existem coisas extremamente preocupantes – e por causa do quê? Então você pode jogar vídeo game o dia todo? Isso é meio ridículo.
Realmente parece que pode haver uma punição em algum ponto. Especialmente se nos comportamos como as pessoas em Maps to the Stars.
Eu penso que eles irão simplesmente comer um ao outro. Não penso que eles irãi afetar mais alguém. Eles são muito egocêntricos.

Então, quando David Cronenberg ligou e disse: “Vamos fazer outro filme juntos” você ficou animado?
Sim, eu ainda não tinha lido o roteiro e fiquei tipo, “Sim”. Esse foi outro personagem que não tem qualquer tipo de história por trás ou qualquer coisa. Eu disse: “Que tipo de homem que você acha que ele é?” E ele disse: “Eu não sei, o que você acha?” e nós filmamos em dois dias e eu pensei, Ótimo. É exatamente o que aconteceu em Cosmópolis. Nós não falamos sobre isso, e em seguida, começamos a filmar e cada cena que eu fiz foi uma tomada. Isso é ridículo.

Assim, ele apenas permite que você leia o roteiro e encontre o personagem por si mesmo?
Com Cosmópolis, ele sabia exatamente o que queria. Com Maps, ele só gostava do que eu estava fazendo na primeira tomada.
Vocês estavam preocupados com toda a reação que pode haver na comunidade se vocês estão zombando das pessoas de Hollywood?
Eu não acho que nós realmente estávamos zombando. Embora eu gosto de que basicamente a única crítica negativa que tivemos foi do The Hollywood Reporter.

Você atingiu um nervo.
Eu realmente não acho que o filme está zombando de Hollywood. É muito específico [para esses personagens]. Acho que Benjie é provavelmente o personagem mais verdadeiro. Eu conheci muitos garotos como ele. A cena com ele e as meninas reclamando sobre todo mundo—você simplesmente pode ver muito disso. Quando você vê essas crianças assim, só há um caminho: você quer entrar em terapia agora ou se tornar um serial killer, ou se matar. Quero dizer, você pode ver isso no começo—é aterrorizante.

Você ficou famoso bem cedo. Como você lidou com essa estranheza de ser tão rico e famoso em uma idade tão jovem?
Eu fiz Harry Potter quando eu tinha 17 anos, e nada aconteceu depois disso. Quero dizer, eu fiz bastante dinheiro em comparação com alguém da minha idade, foi incrível. Mas eu quero dizer, eu só fiz coisas pequenas na TV depois. Mas eu tinha que viver dos 18 aos 21 anos, você tem seu próprio apartamento e, basicamente, eu não estrelei Crepúsculo até ter 21. É diferente, porque você ainda é jovem, mas teve uma vida anterior. Enquanto que se você tem 10, essa é uma coisa totalmente diferente.

Você encontrou Justin Bieber na festa da Vanity Fair na outra noite?
Não, na verdade. Porém eu o conheci antes, em seu ônibus de festa. [Risos] Eu o encontrei umas duas vezes. Ele é legal. [Risos]

Se você fosse dirigir uma sátira de Hollywood, que parte você destacaria?
Eu não sei. As pessoas fazem muito sobre as mulheres envelhecendo, mas você já leu este livro chamado Money do Martin Amis? Eu penso no velho ator, Lorne Guyland, que é um excelente personagem, onde você não pode evitar que seja um filme de macho alfa, mas você tem 78 anos. É engraçado, porque é um traço tão feminino. É tão engraçado como toda a sua vida é sendo um macho, mas apenas em filmes.

Você canta um pouco em The Rover, e eu ouvi que você está trabalhando em um álbum. Podemos esperar ouvir um pouco de sua música em breve?
Eu não sei de onde veio isso. Todos os anos, algo sai sobre isso. Estou sempre tentando trabalhar em outras coisas, mas eu não sei. Eu sou meio que, de alguma forma, muito sensível a críticas; eu tenho crítica suficiente para enfrentar.

Tradução: Marjorie Nobre

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