Robert Pattinson: de adolescente que parte corações a herói das artes

A revista Vogue da Alemanha publicou um artigo muito interessante sobre o Robert sobre a ascensão do ator, mostrando os 10 filmes que moldaram sua carreira e que, coincidentemente, diz respeito ao nosso projeto Luz, Câmera, PATTINSON! Leiam a seguir a tradução!

Desde seus papéis como Cedric Diggory em Harry Potter e como Edward Cullen em Crepúsculo, Robert Pattinson mudou de direção algumas vezes, interpretando gangsters mesquinhos, um bilionário autodestrutivo, um prisioneiro do espaço e um faroleiro de cabelos grisalhos. Antes que ele possa ser visto em O Batman no próximo ano, vamos seguir a carreira de Pattinson mostrando dez papéis em filmes anteriores, desde os primeiros sucessos de bilheteria até alguns adoráveis ​​filmes indie e de volta às grandes produções.

Poucos atores hoje em dia são tão versáteis quanto Robert Pattinson. O londrino de 34 anos causou sensação aos 19, quando sua representação do galante aluno Cedric Diggory na quarta parte da série Harry Potter fez com que uma geração inteira de fãs fraquejasse. Então veio Crepúsculo, a saga de vampiros que se tornou um fenômeno cultural que arrecadou mais de 2,8 bilhões de euros em todo o mundo e rendeu ao ator uma entusiástica base de fãs globais.

Mas ao invés de capitalizar sua nova fama com outro filme blockbuster, Pattinson surpreendeu seus críticos ao se tornar um pilar do cinema de autor. Ele interpretou o coronel britânico TE Lawrence em Rainha do Deserto de Werner Herzog (2015), um fotógrafo ambicioso em Life de Anton Corbijn (2015), um criminoso mesquinho no explosivo drama de gângster dos irmãos Safdie, Bom Comportamento (2017), um vaqueiro desajeitado no faroeste feminista Damsel (2018) dos irmãos Zellner e, por último, um oficial na adaptação de Ciro Guerra do romance À Espera dos Bárbaros de JM Coetzee (2019).

Filmes de Robert Pattinson: Esses 10 papéis moldaram sua carreira de ator

Dada essa filmografia além do mainstream, a indústria ficou surpresa novamente quando foi anunciado em maio de 2019 que Pattinson se transformaria no herói de capa preta para o remake muito esperado de Matt Reeves em The Batman. Isso poderia significar um retorno permanente ao mainstream? Talvez seu papel no caro filme de ação Tenet, de Christopher Nolan, lançado em agosto de 2020, ofereça o equilíbrio perfeito entre a credibilidade do cinema de autor e a influência do cinema comercial. Nós damos uma olhada nos filmes mais impressionantes de Pattinson até agora.

1. Harry Potter e o Cálice de Fogo (2005)

Depois que Pattinson estrelou o papel de Cedric Diggory, o garoto prodígio de Hogwarts e verdadeiro campeão do torneio Tribruxo quando adolescente, ele se tornou um ídolo para os fãs da saga. Bonito, atrevido e infalivelmente heróico, ele derrota um dragão, dança com Cho Chang (Katie Leung) e desenvolve uma amizade incomum com Harry Potter (Daniel Radcliffe) antes de chegar a um fim trágico sob as ordens de Lord Voldemort (Ralph Fiennes). Apesar de seus poucos minutos na tela, uma nova estrela apareceu de repente no céu do cinema.

2. A saga Twilight (2008 a 2012)

De uma adaptação de filme de fantasia para a seguinte, a ascensão de Pattinson foi acelerada quando ele assumiu o papel de Edward Cullen, o vampiro pálido com maçãs do rosto salientes no centro de cinco sucessos recordes: Crepúsculo (2008), Lua Nova (2009), Eclipse (2010), Amanhecer – Parte 1 (2011) e 2 (2012). É sobre um romance avassalador com uma mera mortal (Kristen Stewart como Bella Swan) e lobisomens que mudam de forma, e outras várias situações fantasiosas.

3. Cosmópolis (2012)

Eric Packer, o protagonista do thriller sádico e engenhoso de David Cronenberg, é semelhante a um vampiro à sua maneira: um especulador monetário de olhos vazios e perturbadoramente inexpressivos que está cruzando Manhattan em sua limusine. Enquanto os protestos anti-capitalistas explodem ao seu redor, ele observa o colapso de seu império e pondera sobre a morte. Pattinson interpreta esse personagem com prazer, ele combina imprudência com ameaça dura, seja enfrentando um assassino em potencial ou durante um exame de próstata no meio de uma reunião profissional.

4. The Rover – A Caçada (2014)

Há uma cena no faroeste brutal de David Michôd em que Pattinson, que interpreta o tolo e simplório Reynolds, canta junto com as falas de Pretty Girl Rock de Keri Hilson. Ouvi-lo murmurar junto com a frase “Não me odeie porque eu sou lindo” certamente o fará sorrir – uma referência autodepreciativa à personalidade pública do ator contrabandeada para o thriller de suspense de um mundo pós-apocalíptico no deserto. O personagem de Reynolds acompanha Eric (Guy Pearce), um solitário cujo carro foi roubado por bandidos, em uma perseguição selvagem e sangrenta por vingança.

5. Mapa para as Estrelas (2014)

Em outra história bizarra que Pattinson filmou novamente com Cronenberg, ele interpreta o motorista e aspirante a roteirista Jerome Fontana – um estudo sobre a ambição e imoralidade em Hollywood. Ele faz amizade com Agatha (Mia Wasikowska), a piromaníaca assistente pessoal de uma atriz que está morrendo lentamente (Julianne Moore), e é atraído para seu mundo brilhante enquanto espera por sua grande chance. Tudo isso cria uma sátira mordaz em que o riso se mistura ao choque e o espanto.

6. A Infância de um Líder (2015)

Em sua estreia no cinema, Brady Corbet mostra os anos de formação de um futuro ditador. A história se desenrola na França no início da Primeira Guerra Mundial. Um menino rebelde (Tom Sweet) vive com seu pai diplomático (Liam Cunningham) e sua fria mãe (Bérénice Bejo), ataca seus colegas, finge doenças e reclama de Deus. O amigo relutante da família Charles Marker (Pattinson) forma uma contraparte ameaçadora, cujo significado para a história é desanimador – e só se torna aparente nas últimas cenas atormentadoras do filme.

7. Z: A Cidade Perdida (2016)

Se você precisar de mais evidências da presença de camaleão de Pattinson na tela, observe-o como o explorador barbudo Henry Costin no drama arrebatador de James Gray sobre um aventureiro britânico (Charlie Hunnam) em busca de uma civilização oculta. Pattinson interpreta o ajudante do aventureiro durante uma viagem pela Amazônia onde eles encontram indígenas, são atacados e ouvem rumores sobre uma cidade dourada na selva – um sonho fascinante que eles mantêm até o fim de suas vidas .

8. Bom Comportamento (2017)

Da trilha sonora eletrônica às imagens febris e aos diálogos sobrepostos, esta excêntrica trama policial dos irmãos Safdie é tão arrepiante quanto cativante. Pattinson brilha como Connie Nikas, um assaltante de banco que, junto com seu irmão (Benny Safdie), falha ao completar o trabalho, o que o leva para a prisão. Em um esforço para libertá-lo, Connie surge com uma série de planos fadados ao fracasso – incluindo cabelo loiro tingido, notas de banco marcadas e uma garrafa de LSD. Finalmente, quando os créditos rolarem, você ficará sem fôlego.

9. High Life – Uma Nova Vida (2018)

A visão da cineasta francesa Claire Denis de um futuro distópico se desdobra em uma espaçonave dilapidada à deriva em direção a um buraco negro. Seus residentes são prisioneiros condenados à morte que foram enviados em uma missão misteriosa que pode custar suas vidas – a menos que morram com antecedência. Em uma enxurrada de retratos fascinantes de atrizes como Juliette Binoche ou Mia Goth, Pattinson como Monte, o último sobrevivente, exala acima de tudo calma. Sua serena prudência fundamenta o filme e finalmente o deixa decolar.

10. O farol (2019)

Tudo sobre o thriller de Robert Egger é um pouco estranho: os ângulos da câmera mostrando as ondas quebrando nas rochas do mar, o som áspero dos gritos das gaivotas e os rostos inquietos de Pattinson e Willem Dafoe. Os dois interpretam dois rudes faroleiros que são enviados para uma ilha remota na costa inglesa no século 19 e lentamente enlouquecem. Com olhos esbugalhados, cabelo emaranhado e bigode pingando de suor, Pattinson prova que pode desaparecer completamente atrás de um personagem de filme e que seu alcance já impressionante está crescendo ainda mais.

Fonte: Vogue Alemanha | Tradução: Maya Fortino

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