“Nós costumamos a desvalorizar os fãs. Isso é um erro.” disse Robert para a Elle Francesa

Recentemente, Robert concedeu uma entrevista para a Elle Francesa por telefone, onde falou sobre Life, relação com fãs e sobre futuros projetos. Leia à seguir a entrevista transcrita:

Dos filmes de sucesso mundial aos indies, o galã reinventa sua carreira. Estrelando em ‘Life’ de Anton Corbijn, ele fala sobre fama, hambúrguer e vampiros. Todos nós já sonhamos com suas presas plantadas em nossos pescoços. Mas a fantasia acabou! Robert Pattinson, o mais sexy do mundo, tópico favorito entre os paparazzi desde “Twilight”, completou totalmente sua metamorfose. Dois filmes chiques com David Cronenberg ‘Cosmopolis’ e ‘Maps to the Stars’, e depois ‘The Rover’ de David Michod, e uma incrivel viagem pelo deserto Australiano, fizeram ele mudar. Assim como depois do fenômeno de ‘Twilight’, os filmes indies o permitiram afirmar serenamente seu talento na atuação. Em ‘Life’ de Anton Corbijn (‘Control’, ‘A most wanted man…), nos cinemas dia 9, Robert Pattinson interpreta verdadeiramente o fotógrafo Dennis Stock, um amigo de James Dean (todos nós o conhecemos da famosa foto em New York e na fazenda de Indiana onde os ídolos dos anos 50 cresceram). Sobre voar para a Colômbia onde ele vai gravar o filme ‘The Lost City of Z’ de James Gray, Robert Pattinson falou conosco pelo telefone. A voz era intensa, apreciável e as risadas, generosas. Mantenha a calma!

ELLE: Alô? Robert Pattinson?

Robert Pattinson: Sim, sou eu!

E: Você é uma das pessoas mais fotografadas do mundo. Você gostou de interpretar um fotógrafo?

Robert: (risos) nós devemos por as coisas em contexto. Nos anos 50 você não se tornava um fotógrafo como hoje com os celulares, era necessário ter uma técnica específica… Era um trabalho que era praticado com nobreza.

E: Como você treinou?

Robert: Anton Corbijn me deu uma Leica de 1944 e me disse: tenta fazer dela [câmera] uma amiga, e a veja como uma extensão da sua mão porque você não vai largar ela durante as filmagens!

E: Você tirou algumas fotos?

Robert: Sim. Foi um desastre. Eu não queria mostra-las a Anton (risos). – Anton Corbijn é um fotógrafo muito renomeado-

E: Assistindo o trailer, nós nos perguntamos se você preferiria interpretar James Dean?

Robert: Definitivamente não. Dane DeHaan é perfeito para o papel. Eu, eu nunca tive paixão pelo James Dean. Quando eu procurava heróis para me identificar, James Dean nunca foi um deles. Ele pertencia a um outro time. Eu não o via como inspiração de maneira alguma. De qualquer forma Dane sabia sobre ele antes do filme.

E: A amizade entre eles é muito interessante …

Robert: Meu personagem, Dennis Stock, é só 3 anos mais velho que James Dean, mas ele perdeu sua inocência. Ele já era pai, com responsabilidades, sua ambição era se tornar um artista. Ele queria dar 100% do seu tempo para a fotografia, e sua mulher e filho não eram parte de sua jornada.

E: Enquanto James Dean continuava um adolescente …

Robert: Ele nasceu artista. O mundo das crianças era conhecido para ele. Em qualquer caso ele partilhava sua imaginação. Tem essa cena magica na fazenda em Indiana onde meu personagem está tirando fotos de James Dean brincando com seu primo mais novo. E eu amei essa cena porque eu tive que mostrar toda a raiva e a inveja.

E: Se James Dean ainda estivesse vivo, como ele viveria sua fama excessiva?

Robert: Mal, com certeza. O que acontece hoje em dia nesse ramo pode te deixar louco.

E: E você? Como você lida com a situação?

Robert: O que foi terrível é que eu me tornei famoso quando o mundo mudou. Em 2008, todo mundo tinha um celular, foi a explosão das redes sociais. Como resultado, a margem de liberdade que protege a vida privada se tornou ultra fina. Não apenas esses paparazzis acampando do lado de for a da minha casa, mas essa nova ordem de “fãs” que respondiam informação na mídias sociais. Se tornou ingovernavel.

E: Como a sua personalidade mudou?

Robert: Em um certo ponto eu me tornei paranoico. Eu ficava mais tempo fora da minha casa em Los Angeles. Foi um inferno. Ao mesmo tempo, eu estava ciente do quão ridículo era a situação. Não fazia nenhum sentido.

E: Qual foi, por exemplo, a pior coisa que já falaram de você?

Robert: Vai te fazer rir, mas como um britânico, quando eu ouço alguém dizer que eu sou americano, é o maior insulto! Eu sou Inglês! Vamos entender isso de uma vez por todas!

E: Sua relação passada com Kristen Stewart sofreu com isso?

Robert: Eu prefiro não abordar esse assunto.

E: Você deixou Los Angeles para morar em Londres. Foi esse amor que te fez trocar de país? (Ele namora a cantora inglesa FKA Twigs)

Robert: (Risos) Na verdade, eu vivo entre Los Angeles e Londres. Mas estar em Londres é uma delicia. Eles me deixam em paz (paparazzis)! É a mesma coisa em qualquer lugar da Europa. No outro dia eu estava andando por Paris, e ninguém me incomodou!

E: Você já entrou em contato com diretores franceses?

Robert: Sim! Para um projeto incrível, mas eu não posso falar sobre isso porque não foi assinado ainda. Mas eu sonho em trabalhar com ela.

E: Então é uma mulher?

Robert: Ai meu Deus! Eu já disse demais!

E: Quando se fala de uma metamorfose artística sua, como você encara?

Robert: É um pouco exagerado você não acha? Isso tem sido o que eu chamo de “um acidente feliz” isso foi Twilight, que me permitiu conhecer David Cronenberg. Trabalhar com ele me proporcionou muitas oportunidades.

E: E se fosse te oferecido outro filme de ‘Twilight’, você faria?

Robert: Por quê não?!

E: Escolhendo filmes indie, você não tem medo de perder alguns fãs?

Robert: Pelo contrário, eu acho que ver meu nome dos posters anima a fanbase. Eu espero acordar a curiosidade deles e mostra-los uma visão diferente do cinema. Não se esqueça que eles cresceram também. E eles não querem ver a vida inteira Robert Pattinson interpretando um vampiro. Nós costumamos a desvalorizar os fãs. Isso é um erro. Os fãs são membros da audiência assim como todos os outros.

E: Você diria que esses filmes famosos te oferecem uma liberdade de atuar?

Robert: É inegável. Agora eu estou fazendo o que eu quero. Como fazer ‘The Childhood of a Leader’ com meu antigo amigo Brady Corbet. Seu primeiro filme como diretor.

E: É o filme com Bérénice Bejo, não é?

Robert: Sim. Ela é ótima. Ela me deu um conselho nutritivo: “Toda manhã, você pode comer e beber o que quiser. No resto do dia, seja cuidadoso.” E eu perguntei pra ela: “Até mesmo hambúguers no café-da-manhã?” E ela disse, “Sem problemas, meu pequeno lobo!”

E: Então você é um feliz “Homem Inglês em Londres”?

Robert: Sim! Como nunca antes.

 

FonteVia – Tradução: Gabi Araujo

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