O site do Yahoo Movies, fez uma entrevista recentemente com Robert Pattinson sobre The Last City of Z e abordou alguns assuntos como seus novos projetos, os riscos que ele assume em suas escolhas, e se ele toparia interpretar Edward Cullen novamente. Leia à seguir.

Quão familiarizado você estava com o material de pesquisa de Lost City of Z? Você leu o livro de David Grann?
Sim, James me deu o livro quando era um roteiro totalmente diferente. Ou talvez eu tenha lido muito antes de sequer existir um roteiro. Acho que na época ele estava pensando em mim para interpretar o filho de Percy. Porque eu deveria ter por volta de 21 anos. E então eu meio que fiquei com ele, o tempo passou, e houveram todas essas mudanças no elenco.

O roteiro mudou muito ao longo dos anos. Quais foram as maiores mudanças feitas ao longo desse tempo?
Quando eu li pela primeira vez, era um filme de ação, estilo Indiana Jones. Era um filme de aventura e não este tipo épico, esta saga elegante que ocorreu há mais de 30 anos atrás.

Costin é um personagem muito pequeno no livro. Como você fez para moldá-lo?
Bem, eu sempre disse a mim mesmo que para o personagem de Percy, seria interessante ter um contraste. Eu sempre interpretei o personagem de Percy como um homem determinado a alcançar a reputação que ele acha que merece, e que seu pai arruinou. Ele continua voltando à selva de novo e de novo e de novo, só para reparar essa insegurança. Então eu gostei da ideia de Costin ser esse personagem que basicamente tinha um total desprezo pela aristocracia inglesa ou qualquer tipo de escalada social. Então ele realmente não queria levar nada da selva, de qualquer maneira. O objetivo para ele era apenas ir lá porque ele não tinha nada na Inglaterra.

Quanta informação havia sobre o homem que realmente existiu? Havia algum sentido em sua carreira militar?
Bem, Costin na realidade era um vendedor de geladeiras. Havia um anúncio no Times de Londres dizendo, “Procuramos Aventureiros”. Foi assim que ele conseguiu o emprego. Ele foi um dos únicos interessados. Mas ele seria ao exército – ele era um instrutor de aptidão física. Mas realmente, eu amei essa loucura dele se porpor a ser um aventureiro.

Você tinha uma barba bonita e imensa neste filme. Você só deixou crescer – trocadilho – ou você não se importava com isso?
No fim, eu estava definitivamente cansado disso. Mas pelo menos quando você está filmando um filme com o rosto coberto pela barba, quase não há maquiagem para ser feita. Era quase como um “sair da cama e estar pronto”. Isso ajudou muito no meio da selva.

Você já fez papéis principais, mas você também já interpretou papeis secundários – este é mais um papel de suporte. Você tem uma preferências hoje em dia?
Há alguns diretores com quem eu realmente ainda quero trabalhar, e sendo assim assumo o papel que der. Mas, em alguns aspectos, é bem legal [desempenhar um papel de suporte]. É um pouco libertador porque você não precisa se concentrar sobre a dinâmica narrativa da história. Você está apenas pensando puramente sobre o personagem e embelezando ele um pouco. Sendo assim, eu interpretaria qualquer papel sem problema algum.

Costin tem algumas falas muito fortes neste filme. Eu acredito que uma das minhas favoritas é quando você diz para Hunnam, “Nós somos muito britânicos para esta selva.” Você se sentiu fora do seu costume de filmagem nas selvas da Colômbia?
Não, eu realmente amei. Eu acho que em alguns aspectos, foi meio difícil. Mas foi simplesmente incrível, ir trabalhar todos os dias em um pequeno barco, subindo o rio no meio da mata virgem da Colômbia. Foi muito, muito perto de estar de férias, para ser honesto.

Mas o tipo de férias onde você não podia comer nada?
Bem, sim. Havia um certo grau de seriedade nisso, e nós estávamos tentando perder o máximo de peso que fosse possível em um período muito curto de tempo. Então eu acho que foi isso. Mas há uma razão pela qual eles querem continuar voltando lá. É incrível.

Você se considera muito aventureiro? Você poderia se relacionar com toda aquela coisa de exploração?
Sim, definitivamente. Eu às vezes me vejo sendo levado em direção a um trabalho só porque ele será filmado no meio do nada. Se eu estou filmando em uma cidade, geralmente isso se torna um cenário repetitivo. Se você tem pessoas tirando fotos em seus celulares, você apenas se lembra da realidade da sua vida. E acho que se torna um pouco mais difícil. Então se você está na selva e todo mundo está na mesma onda que você, e você se sente um pouco mais no personagem.

Qual é a sua aventura amazônica pessoal? Qual foi o maior risco que você teve em sua carreira até agora?
Eu não sei: eu já fiz coisas que eu pensei que iriam ser realmente arriscadas, e que acabaram não sendo. Eu geralmente tento continuar encontrando maneiras de chegar no meu limite tanto quanto possível, e sempre que eu tiver a oportunidade de fazer, eu geralmente tento fazer. Mas eu realmente não me preocupo em assumir riscos, para ser honesto.

O que você achou que era arriscado que acabou não sendo?
Eu fiz um filme anos atrás chamado Bel Ami, na época em que Crepúsculo estava no auge. Era um romance de Guy de Maupassant sobre um cara que seduz mulheres especificamente para roubar o dinheiro delas e arruinar suas vidas. Eu pensei que era uma escolha relativamente subversiva para fazer na época. E ninguém realmente parecia pensar a mesma coisa que eu.

Qual é a sua relação com seu fandom de Crepúsculo nos dias atuais? Toda aquela loucura que era a sua vida passou?
Definitivamente sim, em termos da vida cotidiana, até porque eu passo mais tempo em Londres, e as coisas são totalmente diferentes por lá. E eu estou fazendo papéis que realmente me interessam, embora em muitos aspectos, eu estou sempre dando um passo para trás para estar sempre aprendendo e melhorando. Eu acho que eu nunca soube realmente como é uma base de fãs, ou até mesmo se eu tenho uma. (risos)

Oh, sim você tem uma.
Mas, sim, estou sempre muito curioso sobre o que as pessoas tem a dizer, e quem aparece, quem gosta dos meus filme. É sempre meio aleatório. Mas eu adoro quando alguém que você realmente não espera te aborda e diz: “Oh, eu gostei daquele filme que você fez.”

Quais filmes foram os mais inesperados?
É sempre muito estranho. Eu fiz um monte de filmes que eu pensei que poderiam ter sido impossível de alguém ter assistido. Little Ashes, por exemplo, onde interpretei Salvador Dalí, de anos e anos atrás, e no outro dia eu estava andando pela rua e alguém veio e me disse: “Oh, esse é meu filme favorito!” Você meio que esquece que as pessoas assistem seus filmes.

O que você acha do que está acontecendo em Hollywood agora e a possibilidade de que poderiam ter um novo filme de Crepúsculo? Você se vê interpretando Edward Cullen novamente?
Realmente, eles estão trabalhando nisso? Então eu vou ter meu próprio spin-off?

Possivelmente! Poderia ser chamado Edward: Homecoming. *trocadilho com o filme do Homem Aranha.
Sim, exatamente.

Mas você toparia voltar se a oportunidade aparecesse?
Eu diria que estou curioso à respeito. Qualquer coisa que tem um grande público – ou aparentemente tem uma audiência para ela – eu sempre gosto da ideia de contrariar as expectativas das pessoas. Portanto, poderia haver alguma maneira dramática de fazê-lo, o que poderia ser muito divertido. É sempre difícil quando não há material de origem. Mas, sim, eu ainda estou curioso.

Que tipo de papel você ainda não fez, mas você tem ansiedade para fazer?
Eu meio que, tenho esta falha, confio um pouco demais em levado por coisas que batem na minha porta. Eu literalmente só fiz este filme chamado Good Time, porque eu acho que é um papel muito interessante. Mas eu nunca imaginei que eu fosse gostar. [Pattinson interpreta um ladrão de banco de Nova York que foge da polícia]. Eu acho que ele é basicamente a personificação de um comentarista irado na Internet.

Isso parece ótimo.
Bem, se você assistir ao filme você provavelmente vai dizer, “Huh? Sobre o que você está falando?” Mas esta é uma da coisas favoritas que eu faço – é bastante embaraçoso – é tipo quando você olha na Amazon e vê um produto que tem uma crítica de um consumidor que é tão voraz, com uma escova de dentes elétrica ou algo parecido? Como se ao comprar a escova a vida dessa pessoa fosse arruinada. Eu sempre clico no histórico de compras dessa pessoa, ou em seus outros comentários, e eu vou lê-los por dias e dias. E isso realmente me diverte. Essas pessoas simplesmente precisam passar a sua raiva nos comentários dos produtos. Eu sempre achei que tipo de pessoa muito interessante.

Fonte | Tradução: Ana Paula