E os comentários sobre “Cosmópolis” não param! O blog do jornal brasileiro O Globo comentou sobre a estreia do filme no Festival de Cannes. Acompanhe abaixo.

No ano em que a Croisette passou dia após dia falando de crise econômica e do colapso financeiro de nações vizinhas à França, “Cosmópolis” bateu na tela do Palácio dos Festivais como um antibiótico composto de lucidez. Bastante aplaudido, mas também muito repudiado, o novo longa-metragem do canadense David Cronenberg repetiu o que aconteceu com todos os grandes filmes desta edição: rachou opiniões.

Mas não há dúvida de que o realizador de “A mosca” está no apogeu de sua forma, goste-se ou não dos riscos que ele corre. E aqui ele incorreu numa ousadia com a qual o cinema não lida bem: fazer da palavra sua força motriz. Construindo sequências de looooongos falatórios, sempre reflexivos sobre a decadência de um sistema econômico no qual o capitalismo é ao mesmo tempo vírus e vacina, ruim no sustentáculo.

A partir do romance homônimo de Dom Delillo, Cronenberg constrói seu olhar sobre uma Nova York pós-11 de Setembro do interior de uma limusine branca. O carro vira uma espécie de realidade paralela com direito a aparelhos médicos, sistema de telecomunicação, frigobar, divã e cama, onde um bilionário de 28 anos comanda seu império. O ricaço em questão é vivido por Robert Pattinson, o vampiro da série “a saga Crespúsculo”, que aqui demonstra sua maturidade como ator.

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