Rubens Ewald Filho, conceituado crítico brasileiro, postou em seu blog no R7 sua crítica, um tanto quanto negativa diga-se de passagem, sobre o filme recém-estreado no Brasil “Água para Elefantes”.

Este é o primeiro filme onde Robert Pattinson aparece tratado como um astro de sua popularidade deveria: o cabelo da cor certa, a maquiagem adequada, uma fotografia deslumbrante, os ângulos para o favorecerem. Infelizmente é gastar vela no santo errado. O projeto é ruim, muito antiquado, faz lembrar uma história que os estúdios faziam nos anos 30 com Clark Gable e Jean Harlow. Imperdoavelmente ingênuo, bobinho, mal amarrado e inconvincente. E nem o roteiro é capaz de criar um personagem bem armado, heróico para o Pattinson, que apanha o tempo todo, leva surras homéricas e não tem a menor química com a estrela Reese.

Como o amor não convence, o filme vai capengando, e não parece ser o veículo certo para o diretor Francis Lawrence (melhor antes em Eu sou a Lenda). Se Reese está perdendo o tipo e o estrelato (ela erra ainda mais grave com outro filme esta semana, o horrível Como Você Sabe) ainda não é desta vez que Pattinson emplaca. Ele tem um olhar esquisito de míope, que não consegue passar emoção ou tensão, ou coisa alguma. Desculpe, tive muita boa vontade, mas depois desta não dá mais para torcer por ele. Leia Mais…

E aproveitando o assunto, clicando aqui você pode ler alguns comentários da UOL Cinema, à respeito do filme. Leia um trecho abaixo:

A trama passa-se na época da Grande Depressão, o que garante uma direção de arte atrativa, assinada pelo veterano Jack Fisk, que foi capaz de criar um circo, cujo colorido e brilho nem sempre escondem a melancolia dos tempos de dificuldade financeira. Nada disso consegue compensar os acontecimentos mal explicados do filme, como seu clímax envolvendo uma fuga em massa. A narração monotônica na voz de Pattinson e o pudor do filme para contar a história como merece transformam “Água para Elefantes” num passatempo desprovido de charme ou interesse. Lawrence podia ter transformado Rosie no centro da trama – aproveitando assim o carisma do animal – da mesma forma que há quase 80 anos Tod Browning acreditou nos seus monstros e deixou que o filme fosse deles – o que, até hoje, é algo memorável.