A estreia de Cosmópolis no Japão foi muito boa e a revista local Screen Magazine comenta tudo sobre o longa metragem. Veja a seguir os scans em nossa galeria e a tradução de alguns trechos da entrevista com Robert Pattinson.


002 x Scans > Internacionais > 2013 > Março 2013 – Screen Magazine (Japão)

Entrevista com Robert Pattinson de “Cosmópolis”:

Eu fiquei bastante impressionado com o roteiro escrito pelo David Cronenberg (diretor de ‘Cosmópolis’). “O motivo pelo qual eu queria muito conseguir esse papel era por ter de trabalhar com o David Cronenberg. Eu sempre soube o quão inovador e criativo ele é para com os seus trabalhos, e esta poderia ser uma experiência única e inovadora para mim. Ademais, me senti tentado pelo roteiro, a forma com a qual ele fora escrito e desenvolvido, como se fosse um estilo poético, um longo poema. Ao mesmo tempo em que trazia um ar de mistério imbuído. Mas tenho que admitir que dessa vez foi ainda mais diferente, pois que, quanto mais eu lia, menos eu sabia para onde a leitura me levaria, ao passo que isso me fazia querer cada vez mais poder fazer parte disso tudo.”.

“Em verdade, não conseguia me visualizar no papel. A primeira vez que falei com o David, foi exatamente o que eu disse a ele, que eu não conseguia me visualizar em nada disso, e ele me disse que isso era algo positivo. Mesmo durante a primeira semana das gravações, a gente ainda se perguntava como o filme seria, estaria, para quando houvéssemos findado com as gravações. Era algo realmente fascinante, eu sentia que era como se o filme tivesse se moldando, se ajustando em si mesmo.”

“O David não gosta muito que ensaiamos as cenas. Nós não falamos muito sobre o filme antes de entrarmos em cena para gravarmos. Só cheguei a conhecer os atores com os quais contracenaria no set de filmagens. Somente durante a produção é que fui conhecendo um a um enquanto chegavam, literalmente, dentro da limusine do meu personagem, o Eric Parker. E para mim foi algo bom, tranquilizador.”

É evidentemente muito desconfortável interpretar um personagem que não tem dosagem no sentido de seguir um rumo, um caminho esperado, previsível, sem ter uma visão muito clara das coisas. Mas verdade seja dita, o personagem está em constante mudança ao longo do filme. Mas pouco importa se ele termina mal, nem tampouco se a mudança é trilhada de maneira diferente em relação a um personagem comum que nos costumamos ver. David, entretanto, tem totalmente o controle e domínio de tudo. Foi a primeira vez que trabalhei com um diretor que tinha o controle por completo do seu filme. Ele simplesmente abraça toda e qualquer situação, e sempre tem ideias claras em todos os seus mais possíveis níveis.

Eventualmente, dadas às circunstâncias, eu poderia ter alguma confiança no seu trabalho e relaxar um pouquinho.

Fonte | Tradução: Carol Almeida