Para promover seu mais novo filme Z: A Cidade Perdida, Robert Pattinson esteve ao lado dos seus colegas de elenco Sienna Miller, Tom Holland e Charlie Hunnam concedendo várias entrevistas durante a divulgação do filme. E a entrevista transcrita abaixo pela nossa equipe é da Collider onde Robert falou sobre projetos futuros, momentos épicos de gravações e mais, confira:
Robert Pattinson em ‘Z: A Cidade Perdida’, projetos futuros, filmes de super-heróis e mais
Com ‘Z: A Cidade Perdida’ em cartaz nos cinemas ao redor do país, eu recentemente estive com Robert Pattinson para uma exclusiva e profunda, entrevista. Durante a ampla conversa, ele falou sobre como se envolveu no projeto,o porque ele queria trabalhar com James Gray, quem decidiu que seu personagem deveria ter uma barba épica, as gravações do filme, momentos memoráveis de filmagens que incluíam uma caminhada épica de 2h e meia às 3 da madrugada através de uma floresta negra, porque ele mal pode esperar para as pessoas verem o novo filme dos irmãos  Safdie,’Good Time’, sua experiência assistindo The Handmaiden em NYC, quando ele estará filmando, o filme de Claire Denis, ‘High Life, se ele gostaria de estar envolvido em um filme de super-herói, e muito mais.
Se você não está familiarizado com ‘Z: A Cidade Perdida’, o filme é baseado no livro mais vendido de David Grann, ‘Z- A Cidade Perdida’, e conta a história verídica incrível do explorador britânico, Percy Fawcett (Charlie Hunnam), Que viaja para a Amazônia no alvorecer do século XX e descobre evidências de uma civilização avançada, anteriormente desconhecida, que pode ter habitado uma vez a região. Apesar de ser ridicularizado pela comunidade científica que considera a populações Indígenas como “selvagens”, o determinado Fawcett – apoiado por sua dedicada esposa (Sienna Miller), filho (Tom Holland) e ajudante de campo (Robert Pattinson) – retorna uma e outra vez à sua amada selva em uma tentativa de provar seu caso, ocasionando seu desaparecimento misterioso em 1925.
Carregado com performances excepcionais, cinematografia de tirar o fôlego, e um script fantástico, eu simplesmente amei o filme e recomendo que vocês chequem. É definitivamente um dos meus filmes favoritos de 2017.
Aqui está o que Robert Pattinson tinha a dizer:
Q: Você não vai lembrar, mas eu te entrevistei em Nova York para Lembranças, em 2010. Então, você se deu bem.
Robert: Deus. Já faz muito tempo, foi em 2010.
Q: Sim, Já faz muito tempo.
Robert:Não parece que faz tanto tempo.
Q: O tempo passa muito rápido. Há algo que eu quero falar com você sobre: Eu sou um verdadeiro fã da sua atuação. Uma das coisas que eu estou impressionado é sobre os filmes que você tem feito. Você tem escolhidos papéis legais com diretores legais e você tem ido atrás de roteiros. Por exemplo, eu realmente gostei do seu trabalho em The Rover – A Caçada. E eu acho que muitos atores tem que trabalhar para, você sabe, eles tem que pagar a hipoteca. E eu acho que um dos benefícios que você tem é que você ganhou aquela liberdade financeira depois de uma certa franquia para ser capaz de escolher os projetos que você quer fazer. Você pode falar sobre o que você tentou fazer nesses anos como ator e os papéis que tem te atraído? 
Robert: Sim, você está completamente certo. Eu tenho sido incrivelmente sortudo em poder fazer isso. Mas eu também acho que se você ganha um tipo de sucesso cedo, sempre há uma parte de você que parece, “Eu preciso dar atenção ao desequilíbrio, eu preciso merecer esse sucesso depois dele ter acontecido” [Risos]. Então eu tento achar papéis que são difíceis e também, eu ainda acho, mesmo depois de eu ter feito um monte de filmes, que os diretores ficam realmente surpresos que eu quero interpretar os papéis que eu quero interpretar. Eles sempre acham que você quer apenas fazer o honrado mocinho que salva o dia ou que morre no final [Risos]. Eu acho que nenhuma audiência iria querer me ver fazer isso, ou eu sempre penso que você tem que ter uma certa noção do que uma audiência gostaria de ver de você como uma pessoa pública e como um personagem também. Então sim, eu geralmente tento achar maneiras de meus personagens serem severamente punidos [risos]. 
Q: Outra coisa também, é que um monte de gente com quem eu converso falam sobre serem classificados em um certo tipo de estilo e o único jeito que você pode quebrar isso é mostrando as pessoas que você não quer apenas fazer um mesmo papel de novo e de novo e de novo.
Robert: Sim, é incrível, se você quer ter um papel diferente, a maioria das vezes os produtores ou diretores querem te ver interpretando um papel similar novamente, enquanto que a única coisa que eu realmente quero fazer é pular selvagemente de um lado para o outro [risos]. Mas eu acho que está começando a definir em que tipo de área eu quero estar. Eu sabia que ia levar um longo tempo, mas como esse ano, trabalhar com a Claire Denis e eu provavelmente vou trabalhar com – eu não sei se eu posso falar ainda [risos]
Q: Não fala. Eu não quero que você tenha problemas. Mas de qualquer maneira, fale.
Robert:Eu acho que eu vou fazer algo com Antonio Campos também. Você sabe que é Antonio Campos?
Q: Eu sei
Robert: O papel com ele é tipo – quero dizer, ele queria que eu interpretasse um papel diferente na verdade e eu falei “Não, esse é o papel.” Foi absolutamente degenerado [risos]. Mas eu fiz algo com os irmãos Safdie. Eu não sei se você conhece os irmãos Safdie.
Q: Eu não conheço.
Robert:Eles fizeram um filme chamado Amor, Sexo e Nova York sobre drogados.
Q:Eu não assisti esse, e não quero fingir que assisti.
Robert: É incrível. Eu tenho esse filme com eles que vai estrear esse ano, que eu realmente gosto, eu não sei o motivo de eles confiarem em mim para esse filme mas é muito especifico sobre o Queens e eu obviamente não sou familiarizado.
Q:Você não é de Nova York? Eu estou surpreso!
Robert:E todos os figurantes são.
Q: American Honey fez um ótimo trabalho sem atores tradicionais.
Robert: Sim e eu acho que vai ser o mesmo. Elaine ou Jen, quem foi responsável pelo elenco? Deus, minha memória é uma merda. Eu acho que foram as mesmas pessoas responsáveis pelo elenco de American Honey. Mas muitas pessoas de American Honey vieram do filme Amor, Sexo e Nova York dos irmãos Safdie.
Q: Ah, então.
Robert: Sim. Mas ela é maravilhosa para fazer street-casting, ela é incrível. E algumas pessoas que fazem parte do filme – esse filme chamado Good Time, é louco. Eu realmente mal posso esperar para ele estrear. 
 
Q: É isso que a Megan (publicista) estava falando.
Robert: Sério?
Q: Ela estava falando “Você precisa assistir esse filme,” e eu disse “Ok!”
Robert: É realmente divertido. Quero dizer, é tipo, é tão disconexo mas sabe, eu assisto tantos filme e eu acho muitos tão previsíveis, e também, sem risco algum.
Q: Por isso que você deveria assistir A Criada.
Robert: Eu achei esse filme absolutamente incrível. E também, eu não sabia muito bem sobre o que era o filme, e eu lembro de assistir-lo em um cinema em Nova York e tinham tantos homens velhos e estranhos em volta [risos] e eu estava assistindo tipo “O que? Esse filme é loucamente sexy! Eu não tinha idéia!”
Q: Mas como você mencionou, esse é o tipo de filme que você não vai mais fazer na América. Talvez, eu não sei se esse filme poderia ser feito na América. 
Robert: Tem um período que poderia acontecer, mas…
Q: Talvez no início dos anos 70?
Robert: Ou 80. Tem um monte…
Q: Ah, é verdade!
Robert: Sim, Sim. Eu só acho – eu quero dizer, eu amo ir ao cinema e ficar “Wow!” Você já assistiu O Abraço da Serpente?
Q: Não assistir, mas já ouvi falar.
Robert: Inacreditável. Mas é, eu não entendo. Mas esse filme que eu fiz com os irmãos Safdie, é tipo, bem subversivo, mas ao mesmo tempo é um gênero de filme real. Então eu acho que as pessoas irão assistir e ficar tipo quietas, parece ser estranhamente acessível para um filme bem estranho. Então eu espero que as pessoas gostem.
Q: Então, pulando para o assunto que eu vim falar com você, o filme Z – A Cidade Perdida.
Robert: Sim, desculpa.
Q: Não, tudo bem! É só que realmente gostei desse filme. Eu fui assistir sem saber muito. Eu fiquei cativado do início ao fim. Esse foi um papel no qual você correu atrás? O James Gray que te procurou? Como você se envolveu com o filme?
Robert: Eu encontrei com o James um bilhão de vezes através dos anos. Ele estava no Top 5 das pessoas com quem eu queria trabalhar. Eu amei Os Donos da Noite, Amantes e tudo que ele já fez. Até quando eu tinha acabado de começar a atuar ele era o cara com quem eu queria trabalhar. Eu fiquei comprometido com um monte de coisas diferentes com ele. Com isso, ele me deu o livro e eu li e fiquei “Esse livro é bem legal. Mas qual papel?” Por que a pessoa [Henry] não é muito mencionada e eu era muito novo quando ele me deu o livro, eu acho que de início ele estava pensando em eu interpretar o filho, e acabou que o filme continuou se desenvolvendo, mas ele nunca mencionou que papel era [risos]. Eu só queria trabalhar com ele e também com o Darius Khondji. 
Q: De quem foi a ideia da barba, da perda de peso, ou qualquer coisa que você fez para se preparar para o papel?
Robert: Sem monitoramento de peso [risos].
Q: Nós devíamos mencionar que você está comendo M&M’s de amendoim.
Robert: Se não houvesse um gravador de voz, eu ia enfiar todos na minha boca [risos]. Bem, a barba foi porque Costin tinha um grande bigode vitoriano na realidade e inicialmente eu tinha a intenção de ter um grande bigode, mas na real o Costin era uma cara corpulento e baixinho e ter um grande bigode é bem diferente quando você tem esse tipo de corpo, enquanto eu sou alto e magro, então acaba parecendo um pouco Noel Coward. Eu achei que o bigode não ia funcionar. E nós estávamos fazendo um teste de cinema e eu estava prestes as raspar a parte de baixo da barba quando James disse, “Não, não! Não faça isso!” o que é estranho pois eu acebei sendo o único soldado na Primeira Guerra Mundial com uma barba. [risos] Você não podia ter barba.
Q: Liberdade artística. Eu entendo.
Robert: É uma daquelas partes onde o filme é tão do Charlie e eu tinha um monte de idéias sobre coisas mas não importava muito até eu conseguir ver que história Charlie e James queriam contar. Eu tinha uma ideia específica do que a história era, e foi na verdade bem diferente do que a história que acabou sendo contada quando estávamos fazendo o filme, então eu estava apenas reagindo por instinto, e eu acho que de muitas maneiras meu personagem acabou indo junto pela aventura.
Q: Eu tenho que te contar, é uma história incrível, mas eu estou tão impressionado com a cinematografia. Eu sei que você gravaram em películas fotográficas. Você se lembra qual era o som da câmera? Por que ninguém filma em películas fotográficas e é tão raro.
Robert: Se quer saber eu filmo bastante em películas fotográficas. Basicamente todos os filmes que eu fiz foi em películas fotográficas
Q: Até Good Time e Damsel?
Robert: Damsel não mas…
Q: High Life?
Robert: Eu não tenho certeza se ela vai filmar em películas fotográficas mas Good Time foi. E Good Time foi filmado em 35 e nós também estávamos filmando completamente guerrilla também. Foi completamente louco. Mas eu também sei, se alguém diz que irá filmar em 35 eles são provavelmente melhores cineastas. Ou eles são pretensiosos ou melhores [risos]. 
Q: Eu acho que James estão no grupo de melhores cineastas.
Robert: É apenas impensável ele fazer um filme que não seja em películas fotográficas.
Q: Eu estou tão impressionado que vocês filmaram no meio da selva. Nós estamos falando de locação remota para levar as câmeras lá com películas fotográficas, isso é quase Apocalypse Now.
Robert: Eu gravei The Rover – A Caçada em películas fotográficas também, e uma tecnologia de uma câmera analógica é muito mais difícil que de uma câmera digital, especialmente no calor ou umidade ou qualquer coisa. Pra ser honesto, todo mundo acha que uma câmera digital é mais confiável e toda vez que eu trabalho em qualquer filme, tem tanto problemas, o cartão de memória não funciona ou blah blah blah, ele superaquece; é o mesmo volume de qualquer câmera. Eu acho que as pessoas são um pouco recolhidas sobre isso. A únicas coisa é fazer cenas bem, bem longas mas na maioria das vezes se você tá fazendo cenas muito longos é por que elas são bem ruins [risos].
Q: Eu tenho que dizer que eu tenho visto algumas tomadas bem longas em filmes e na TV recentemente que realmente me impressionaram, são bem feitas. 
Robert: Se você está usando uma câmera digital especificamente por essa razão que você tem na cabeça desde de o início, então sim, vai funcionar. Mas se você está apenas filmando um filme normal e está filmando cenas extras por que você pode, por que você tem espaço no cartão de memória, é um pouco sem sentido. Eu sempre achei que com películas fotográfica a experiência aumenta muito, saber que é mais difícil de trabalhar, que tem que haver especialistas – quero dizer, com uma câmera digital também, mas eu quero dizer que tem algo sobre o fato de que você pode acabar com as películas fotográficas então você tem fazer alguma coisa.
Q: Hugh Grant me contou uma história muito engraçada, que ele ainda fica bem nervoso quando as pessoas dizem “ação”, especialmente quando a câmera está filmando, poque agora é tipo, “Atue!” então ele pediu para as pessoas dizerem “Vai!” não ação poque isso mexe com a cabeça dele. Então eu quero te perguntar, você tem algum tipo de mania quando dizem “Ação”? Você tem algum tipo de neurose? Ou você é tipo, “é a minha vez”?
Robert: Eu fico meio no personagem antes. Eu sempre achei que há um tipo interessante de brincadeira com onde ou como você começa uma cena, quando a ação acontece. Eu na verdade fico bem irritado quando alguém não fala “ação”, pois eu acho confuso quando alguém tipo [sussurrando] “Okay…” e então é tipo, “Que merda é essa? O que é ‘okay’? Apenas diga ‘ação’, todo mundo diz ‘ação!’” tudo começa de repente e todo mundo está mancando na cena. No momento que você ouve “ação” então você está imediatamente na cena que você pode ditar o ritmo dela, pois todos estão ouvindo isso ao mesmo tempo, é como estar em uma corrida e você ouve o tiro de inicio, você pode usar isso para a performance. 
Q: Eu sempre amo perguntar sobre momentos memoráveis da filmagem. Eu Imagino que fazer Lost City, deve haver um dia ou dois que você vai lembrar pra sempre.
Robert: Sim, provavelmente a nossa última filmagem no último dia. Foi bem louco. Por algumas razão nós fomos para lá na época de chuva e as pessoa não entendiam que ia chover todos os dias. Tipo, “ Vamos lá pessoal, vai chover todos os dias! É a época de chuva! Vamos nos preparar para a chuva.” E todo o santo dia tinha aquela confusão quando começava a chover e de repente todo mundo ficava, “WHAA! Corre!” E nós sempre esperávamos até tarde e nós tínhamos que ir – nós estávamos em pequenos e estreitos barcos no meio de uma tempestade elétrica descendo o rio, era loucamente perigoso. Mas no último dia, estava chovendo nas montanhas por horas e horas e horas, e de repente  a inundação – tipo toda a chuva – começou a descer o rio e o rio apenas crescia e crescia e crescia tipo um pé de comprimento a cada dois minutos e nós estávamos nesse pequeno banco de areia e era noite e nós estávamos nessa reserva natural então você não podia ter luz decente, era apenas essas lanternas de pilhas, e você mal podia ver qualquer coisa e você está coberto de pulga de areias e coisas. E de repente, enquanto o rio aumentava haviam jacarés pretos boiando, passando pela gente e tentando ficar no banco de areia conosco, e todo mundo tentando carregar o equipamento que valia o filme pra a floresta pelo canto do rio. E Nós tivemos que andar uma hora e meia às 3 horas da manhã. No meio da floresta escura com 4 tochas com 100 pessoas para voltar para a cidade. Foi completamente louco. Foi muito divertido e uma experiência única
Q: Então foi muito bom que o filme acabou sendo ótimo. Por que você fez toda essa filmagem desafiadora para o filme acabar sendo uma merda…
Robert: De qualquer maneira, eu não ligaria. Eu me divertir muito fazendo o filme, seria igualmente divertido se o filme tivesse sido um desastre.
Q: Eu estou bem feliz com como o filme acabou ficando. Você mencionou que tem coisas em desenvolvimento. Eu estou muito excitado para High Life. Eu estou curioso com o que você tem pensado para o futuro, e é claro que eu vou te perguntar, o gênero super-herói é a coisa mais popular  no planeta e eu tenho certeza que as pessoas discutiram isso com você ou pelo menos o assunto apareceu em uma reunião. Essa é uma área onde você quer atuar? Ou você já teve a sua parte em franquias? 
Robert: Sim, claro. Eu sinto que… tem que parecer certo e tem que – é parcialmente a mesma coisa – eu sinto como você tem que conquistar alguma coisa com uma audiência. Se eu fizesse agora, eu acho que os produtores em qualquer filme de super-herói, eu acho que eles não iam confiar em mim para fazer do jeito que eu gostaria de fazer, pois eu gostaria de fazer uma coisa basicamente estranha. Eu acho que você tem que conquistar a liberdade para fazer algo assim. Então eu acho que se eu continuar rasgando, tentando fazer bons filmes e filmes interessantes e estranhos, então as pessoas eventualmente irão confiar em mim para fazer isso em grande escala.
Q: Eu ia dizer que eu consigo te ver fazendo um bom antagonista em um filme de super-herói, que talvez iria te permitir ir atrás do estranho e esquisito de um jeito que um protagonista não poderia.
Robert: Eu adoraria fazer um filme tipo de super-herói, estilo novela gráfica se fosse uma peça original. É uma experiência bem diferente quando já se tem uma audiência para isso. Eu estou sempre interessado em Guardiões das Galaxias. Eu amei Guardiões das Galaxias.
Q: E por que você não faria?
Robert: É ótimo ter esses personagens que ninguém conhece exatamente, como eles serão; é estranho quando as pessoas já tem uma expectativa de algo. É estranho de testar e agradar as pessoas ao mesmo tempo.
Q: E sobre High Life? Foi o roteiro? Foi a diretora? O que te animou nesse projeto?
 Robert: Eu não acredito que eu estou fazendo um filme com a Claire Denis. Eu não entendo como eu consegui. Eu sinto como, eu continuo pensando, “Eu sei que as finanças vão desmoronar,” e eu sei que é uma finança bem séria agora. Mas também acontece de ser um dos mais loucos tratamentos e todas as pessoas envolvidas também. Eu não sei se você conhece o artista Olafur Eliasson.
Q: Eu não sou tão familiar quanto você.
Robert: Se você vê o trabalho dele, o trabalho básico de design de naves, buraco negro e outras coisas. Eu já vi alguns testes e é inacreditável. E Trabalhar com a Claire é literalmente raro de achar um cineasta que nunca fez um filme ruim e eu realmente acho isso com a Claire e tudo que ela já fez. É fascinante. É uma daquelas pessoas que eu não achava ser reais, de ser capaz de fazer um filme com a Claire Denis. Eu achava que elas meio que existiam em outro lugar.
Q: Eu estou muito feliz por você, que você será capaz de fazer isso. Eu acho que a Mia Goth me disse que ela vai filma logo. Mas eu acho que ainda não está filmando.
Robert:  Não. Aparentemente nós vamos começar em agosto.
Q: Eu espero que o financeiro dê certo.
Robert: [risos] Já faz dois anos e meio!
Fonte – Tradução: Alexandra Barranco – Equipe Robert Pattinson Brasil